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Banco do Brasil pode elevar meta de crédito sustentável após atingir R$ 3,1 bilhões

Fachada e interior de agência do Banco do Brasil focada em sustentabilidade

Banco do Brasil deve ampliar metas de financiamento para economia sustentável

O Banco do Brasil (BB) planeja revisar sua meta de alcançar uma carteira de R$ 5 bilhões em crédito voltado à sociobioeconomia até 2030. A medida ocorre após o banco atingir a marca de R$ 3,1 bilhões logo no primeiro trimestre deste ano, demonstrando um avanço expressivo nas operações que financiam o uso sustentável de recursos naturais.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da instituição financeira, que busca atingir uma carteira de crédito sustentável de R$ 500 bilhões até o final da década. Em março, o saldo registrado era de R$ 421,2 bilhões.

Desafios na meta de impacto social

Além dos valores financeiros, o banco estabeleceu o objetivo de apoiar 1 milhão de pessoas envolvidas na cadeia produtiva sustentável. Atualmente, esse arranjo impacta cerca de 160 mil indivíduos.

Hoje, impactamos 160 mil pessoas com todo esse arranjo, mas trabalhamos para buscar o compromisso declarado, afirmou José Alves, responsável por ESG do Banco do Brasil.

Apesar do desafio, a instituição reforça que essas metas fazem parte de uma estratégia de longo prazo, independente de mudanças políticas. A direção do banco sustenta que a agenda ESG está consolidada internamente.

Novos investimentos e parcerias

Durante a London Climate Week, o banco apresentou iniciativas focadas na transição ambiental, incluindo o apoio ao Projeto Antares. Esta parceria, realizada em conjunto com a empresa Carbonext, visa expandir a geração de créditos de carbono na Amazônia.

As estratégias do BB para o setor incluem:

  • Apoio ao leilão Eco Invest Brasil para atrair capital privado.
  • Fomento a fundos de inovação e pesquisa aplicada.
  • Expansão da gestão de áreas florestais para produção de créditos de carbono.

Segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Bancários de Cascavel, o projeto de gestão de áreas na Amazônia busca alcançar até 5 milhões de hectares até 2030, com uma receita anual estimada de US$ 50 milhões.

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