Prazo final para resgatar seu PIS/Pasep esquecido termina nesta terça-feira
Milhares de trabalhadores podem ter o saque de até R$ 2.800 em dinheiro liberado do antigo PIS/Pasep, mas o prazo para entrar no próximo lote de pagamentos encerra nesta terça-feira. Essa é uma oportunidade crucial para quem possui valores esquecidos, um benefício corrigido pela inflação que, caso não seja solicitado, será definitivamente incorporado ao Tesouro Nacional até setembro de 2028.
Os valores se referem a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988, diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. É fundamental agir rapidamente para garantir o seu direito ao dinheiro.
Como consultar se tenho dinheiro esquecido?
Para verificar se você tem direito ao dinheiro esquecido do PIS/Pasep, o Ministério da Fazenda disponibilizou a plataforma REPIS Cidadão. O procedimento para consulta é simples:
- Acesse o site repiscidadao.fazenda.gov.br.
- Clique em “entrar com gov.br”. É necessário ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
- Faça login com seu CPF e senha, e depois clique em “autorizar”.
- Informe o seu NIS (Número de Identificação Social), que é o mesmo número do PIS.
- Clique em “pesquisar”. Se houver valores a receber, o site fornecerá as próximas orientações.
Como saber o número do PIS/NIS?
O NIS (Número de Identificação Social) e o PIS (Programa de Integração Social) são o mesmo número de 11 dígitos. O NIS é gerado para acesso a programas sociais como o Bolsa Família, enquanto o PIS surge com a primeira assinatura da carteira de trabalho.
Você pode consultar seu número do NIS/PIS em diversos canais:
- Extrato do FGTS: O número do PIS pode ser encontrado dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.
- Cartão Cidadão: Identificado logo abaixo do nome do beneficiário.
- Meu INSS: No site, aparece como NIT na seção de dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h.
- CadÚnico: Disponível após preencher informações pessoais no site ou aplicativo CadÚnico.
Como pedir o ressarcimento dos valores?
A solicitação para resgatar o dinheiro pode ser feita de duas formas, seja em uma agência da Caixa Econômica Federal ou via aplicativo:
- Em uma agência da Caixa Econômica Federal: O próprio beneficiário deve ter em mãos um documento de identidade oficial.
- Pelo aplicativo do FGTS: Faça login, acesse a opção “mais”, depois “ressarcimento PIS/Pasep” e siga as orientações para anexar os documentos exigidos.
No caso de herdeiros, será necessário apresentar documentos específicos para o ressarcimento:
- Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou
- Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou
- Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.
Quando o pagamento é feito?
Após a solicitação, a Caixa Econômica Federal analisará o pedido e encaminhará as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será depositado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa, ou através de uma conta poupança social digital, conforme um calendário já estabelecido.
O que é o antigo PIS/Pasep?
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para trabalhadores do setor privado, e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado em 1975 para servidores públicos, ambos com o objetivo de incrementar a poupança individual. Em 1975, esses recursos foram unificados no Fundo PIS-Pasep, que funcionou até 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento desses valores.
O saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época, com valores corrigidos pela inflação.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
