Novo salário mínimo regional de R$ 1.842 já é realidade para trabalhadores em SC
Trabalhadores de Santa Catarina já sentem a diferença no bolso com a aprovação do novo salário mínimo regional. A Assembleia Legislativa do estado votou e aprovou o reajuste, que eleva os pisos salariais para diversas categorias, com um novo patamar inicial de R$ 1.842. A medida, que segue agora para sanção do governo estadual, representa um aumento médio de 6,49% e tem aplicação retroativa a 1º de janeiro deste ano.
Quem ganha com o novo piso salarial?
O reajuste foi dividido em quatro faixas salariais, buscando abranger diferentes setores de atuação e impactando diretamente quem atua em áreas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico, vestuário, comunicação, indústria, comércio, alimentação, metalurgia, saúde, tecnologia e transporte.
- R$ 1.842 para atividades como agricultura, construção civil e trabalho doméstico.
- R$ 1.980 para setores como vestuário, comunicação e comércio editorial.
- R$ 2.022 para áreas industriais, comércio em geral e alimentação.
- R$ 2.106 para segmentos como metalurgia, saúde, tecnologia e transporte.
O que fazer agora?
A decisão foi tomada após negociações entre representantes de trabalhadores e empresários e aprovada por unanimidade no legislativo estadual. Para os trabalhadores afetados, o novo valor já deve começar a ser sentido nos próximos pagamentos, considerando a retroatividade a janeiro. A informação oficial e os detalhes para sanção podem ser acompanhados pelos canais do governo estadual.
Este aumento reforça a diferença entre o piso regional e o salário mínimo nacional, que atualmente é de R$ 1.621. Estados com legislação própria, como Santa Catarina, têm a permissão legal para estabelecer valores superiores, conforme a Lei Complementar 103/2000. Outros estados como Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também possuem pisos regionais que podem superar o valor federal.
O reajuste acontece em um momento positivo para o mercado de trabalho catarinense, que já registrou a criação de mais de 41 mil vagas formais nos primeiros meses deste ano, especialmente no setor de serviços. Especialistas acreditam que a elevação do piso regional pode impulsionar o poder de compra, aquecer a economia local e impactar a distribuição de renda no estado.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
