Revolut busca ser a conta principal de brasileiros e desafia gigantes financeiros
A fintech britânica Revolut está intensificando sua atuação no Brasil com o objetivo de se tornar a “conta óbvia” para os consumidores, competindo diretamente com nomes como Nubank e grandes bancos tradicionais. A empresa aposta em um modelo que foca no custo real do uso do dinheiro, oferecendo um pacote que inclui câmbio sem spread, IOF zero em certas operações e rendimento atrelado ao CDI.
O CEO da Revolut no Brasil, Glauber Mota, destacou em entrevista que a ambição é que o cliente veja a Revolut como a melhor opção para qualquer transação, seja no Brasil ou no exterior, eliminando a necessidade de pensar em diferentes instituições para cada serviço.
Como a Revolut quer mudar o jogo no Brasil?
Até então, muitos brasileiros usavam a Revolut principalmente para transações internacionais. Agora, a fintech busca expandir sua presença no dia a dia nacional com melhorias em cartões, programa de fidelidade RevPoints e o lançamento do plano Ultra, que oferece benefícios premium e limites cambiais maiores.
A estratégia da empresa contrasta com modelos que, segundo Mota, compensam spreads elevados em operações de câmbio ou que dependem excessivamente de crédito para gerar receita. A Revolut se apoia em sua escala global e eficiência de serviços, com o crédito sendo visto como uma opção adicional e não a principal fonte de sustentação.
A ideia é que o cliente veja a Revolut como a melhor opção para qualquer transação, no Brasil ou no exterior.
Revolut mira todos os públicos, não apenas alta renda
Diferente de algumas concorrentes que focam em segmentos de alta renda, a Revolut afirma que seus produtos são acessíveis a todos os perfis de clientes, desde quem busca uma conta gratuita até usuários dispostos a pagar por serviços mais sofisticados. A seletividade de produtos não é baseada na renda.
A empresa opera atualmente no Brasil como Sociedade de Crédito Direto (SCD) e planeja avançar para uma licença bancária completa no Banco Central, buscando uma expansão gradual e alinhada ao ritmo regulatório.
O que o consumidor ganha com essa disputa?
Com a entrada mais agressiva da Revolut e a competição acirrada entre fintechs e bancos, os consumidores brasileiros tendem a se beneficiar de melhores condições em serviços financeiros, como taxas de câmbio mais vantajosas, opções de rendimento e programas de fidelidade mais atrativos.
A maior integração entre diferentes instituições financeiras, facilitada pelo Open Finance, também pode permitir que os usuários escolham os melhores serviços para cada necessidade específica, impulsionando a busca por eficiência e menor custo por parte das empresas.
Revolut aposta em experiências e lifestyle
Além das funcionalidades financeiras, a Revolut busca se diferenciar oferecendo benefícios de lifestyle. Uma parceria global com a Fórmula 1, por exemplo, visa proporcionar experiências exclusivas aos clientes, como acesso facilitado a ingressos e produtos oficiais.
A empresa também pretende expandir sua operação empresarial para o Brasil, onde o Revolut Business já representa cerca de 25% do resultado global, evidenciando a aposta no mercado corporativo.