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PF apura desvio de R$ 13 milhões em emendas no INSS e atinge políticos

Investigação da Polícia Federal sobre desvio de emendas parlamentares e fraudes no INSS.

Polícia Federal investiga desvio de mais de 13 milhões de reais do seu dinheiro

Atenção, beneficiário do INSS! Uma nova fase da investigação da Polícia Federal (PF) acaba de revelar o uso de mais de 13 milhões de reais em emendas parlamentares para mascarar um esquema de fraudes em aposentadorias. Essa descoberta pode ter impacto direto no futuro dos pagamentos e na confiança dos cidadãos, já que envolve recursos públicos desviados para ocultar descontos indevidos em benefícios. A apuração avança, e nomes de políticos começam a ser ligados ao escândalo.

Como funcionava o esquema de fraudes

As investigações apontam que o Instituto Terra e Trabalho (ITT) foi peça central na estrutura. Ele seria utilizado para camuflar a origem ilícita de valores obtidos por meio de descontos indevidos em aposentadorias, realizados pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores (Conafer). A PF identificou que o ITT teria três funções principais: captar dinheiro público, desviá-lo para empresas de fachada e lavar dinheiro através de “mistura” de recursos.

Entre 2017 e 2025, o ITT recebeu mais de 29 milhões de reais em verbas. Desse total, 13 milhões de reais vieram de emendas parlamentares e convênios federais com órgãos como o Incra e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Impressionantes 3,18 milhões de reais foram transferidos diretamente para uma rede de empresas de fachada, controlada por operadores financeiros do esquema.

Parlamentares citados e valores sob investigação

A Polícia Federal cita diversos parlamentares que teriam destinado emendas ao ITT. Em inquérito recente, enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o delegado Cassio Galhardo de Castro Silva detalhou a participação de alguns nomes. O ex-deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) foi o primeiro a ser indiciado, com menções a ele como “Herói E” em planilhas de propina e repasses de 2,5 milhões de reais à Conafer.

Outros políticos também são investigados:

  • Eros Biondini (PL-MG): Uma emenda de 5 milhões de reais foi destinada ao ITT. A PF encontrou mensagens que indicam que a filha do deputado recebia salários de 10 mil reais mensais da Conafer, supostamente usado como chantagem política.
  • Hélio Lopes (PL-RJ): Mensagens interceptadas revelaram duas emendas do deputado para o ITT, somando 1,25 milhão de reais (750 mil e 500 mil).
  • Leila Barros (PDT-DF): A senadora teria destinado uma emenda individual de 300 mil reais, com um repasse total de 382 mil reais identificado no Portal da Transparência.
  • Flávia Arruda (PL-DF): Destinou 1,3 milhão de reais em emendas, conforme dados do Portal da Transparência.
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ): Identificada por meio de pesquisas em fontes abertas, com uma emenda de 100 mil reais destinada ao ITT.

Novos focos da investigação da PF

Além do uso de emendas parlamentares e da atuação da Conafer junto a autarquias federais, a PF irá aprofundar a apuração. Novas linhas de investigação incluem possíveis atos de ocultação patrimonial, crimes de financiamento fraudulento e a prática de advocacia administrativa. O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) é um dos nomes sob averiguação, suspeito de atuar para tentar desbloquear contas da Conafer na Justiça.

A apuração, conforme a fonte CartaCapital, ainda está em andamento, e a Polícia Federal segue investigando para esclarecer todos os detalhes desse complexo esquema que envolve milhões de reais em dinheiro público e benefícios do INSS.

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