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Novos dados no Acre prometem mapear famílias em risco e otimizar benefícios sociais

Participantes atentos em encontro de vigilância socioassistencial no Acre

Como a nova gestão de dados vai transformar seu acesso a auxílios e benefícios

Uma importante mudança na forma como o Acre gerencia o Bolsa Família e o Cadastro Único já está em vigor, prometendo otimizar a distribuição de benefícios e auxílios sociais. O 1º Encontro Estadual de Vigilância Socioassistencial, realizado em Rio Branco, marca o início de uma nova estratégia que impactará diretamente famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, ao aprimorar o mapeamento de riscos e garantir serviços mais adequados às suas necessidades agora.

A Vigilância Socioassistencial, função essencial do Sistema Único de Assistência Social (Suas), é a chave para esta transformação. Ela é responsável por identificar vulnerabilidades e riscos em cada comunidade, conectando o atendimento individual às diretrizes gerais da assistência social. O Prontuário Suas, um registro unificado, documenta o acompanhamento de cada família e indivíduo, reforçando essa conexão.

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) do Acre, organizadora do evento, enfatiza que esta vigilância eleva a prática profissional nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A secretária adjunta Sandra Amorim destacou que é nesse processo que se produz “dados científicos”, permitindo monitorar informações do Bolsa Família e do Cadastro Único para fortalecer as políticas públicas e registrar a realidade de cada território.

O objetivo central do encontro foi justamente produzir, analisar e difundir dados detalhados sobre as vulnerabilidades, riscos e violações de direitos em cada região do estado. Essa abordagem permite um planejamento preventivo mais eficaz e a adaptação contínua dos serviços públicos para atender de forma mais precisa às reais necessidades da população acreana.

O governo federal, representado por Geraldo Andrade Filho, diretor de Monitoramento e Avaliação da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único, ressaltou a importância da gestão do Cadastro Único em conjunto com a Vigilância Socioassistencial. Ele explicou que o Cadastro fornece um conjunto de informações cruciais sobre famílias e indivíduos, que sua secretaria ajuda a “traduzir em dados e informação qualificada” para a atuação eficiente da vigilância.

Paulo Eugênio Clemente, gestor da Secretaria Nacional de Assistência Social, complementou ao afirmar que o papel da vigilância é conhecer a fundo as informações sobre as ações da assistência social e, principalmente, sobre seu público-alvo. Isso inclui entender as necessidades específicas de homens, mulheres, idosos, crianças, povos indígenas e outras comunidades tradicionais, para oferecer serviços e benefícios direcionados.

A integração entre os municípios foi um ponto crucial do evento. Representantes de diversas cidades, como Igor Menezes, psicólogo do Cras de Jordão, participaram ativamente. Ele sublinhou a relevância dessas capacitações para adquirir conhecimento e compartilhá-lo com o controle social e a própria vigilância socioassistencial, garantindo que as informações cheguem à base da comunidade.

Sob a perspectiva do controle social, Ivanete Rodrigues, vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), reforçou que a vigilância é o setor fundamental para oferecer um panorama completo das vulnerabilidades, das potencialidades e dos diagnósticos dos serviços prestados em todos os territórios do Acre.

Temas debatidos no encontro:

  • Vigilância Socioassistencial: função estratégica que amplia a proteção social
  • A importância da gestão do Cadastro Único com a Vigilância Socioassistencial para leitura do território a partir do Cadastro Único
  • Painel de Indicadores Sociais do Ministério Público do Acre
  • Painéis de Indicadores da Vigilância Socioassistencial

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