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Gás de cozinha acessível para famílias de baixa renda com novo programa

Mulher sorrindo enquanto segura um botijão de gás de cozinha em sua cozinha.

Governo amplia acesso ao gás de cozinha com programa nacional

O alto custo do gás de cozinha tem sido um obstáculo para milhões de famílias brasileiras, com o botijão de 13 kg frequentemente ultrapassando os R$ 100 em diversas regiões. Em resposta a essa pressão no orçamento doméstico, o governo federal implementou uma nova estratégia para oferecer economia a quem mais necessita: o programa Gás do Povo. A iniciativa, que já teve sua regulamentação aprovada por meio de Medida Provisória, visa garantir recargas de gás para famílias de baixa renda em todo o território nacional.

Expansão do Gás do Povo pelo Brasil

O programa teve início em dez capitais brasileiras e, desde então, expandiu-se para outras 17, com planos de alcançar todos os municípios do país. A meta é beneficiar aproximadamente 15 milhões de famílias, impactando cerca de 50 milhões de pessoas. Essa abrangência posiciona o Gás do Povo como uma das maiores ações sociais focadas no acesso à energia doméstica no Brasil.

Critérios de elegibilidade e como verificar o benefício

O acesso ao programa é condicionado à inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Para ser elegível, a família deve possuir uma renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50), manter o cadastro atualizado e o CPF do responsável em situação regular. Famílias já beneficiadas pelo Bolsa Família, com cadastro regularizado, também podem ser incluídas automaticamente.

A seleção dos beneficiários é feita de forma automática com base nos dados do CadÚnico, dispensando a necessidade de inscrição específica. Para consultar se foi contemplado, o cidadão pode utilizar o aplicativo Meu Social, o Portal Cidadão da Caixa ou ligar para o atendimento Caixa Cidadão no número 0800-706-0207.

Funcionamento e valor do benefício

Diferente de programas que depositam dinheiro em conta, o Gás do Povo opera com a distribuição de vales para recarga. O valor de referência para o vale é definido pelo Ministério de Minas e Energia e Ministério da Fazenda, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A quantidade de recargas anuais varia conforme o tamanho da família: quatro recargas (com validade trimestral) para famílias de dois a três integrantes e seis recargas (com validade bimestral) para famílias com quatro ou mais pessoas. A economia proporcionada por cada vale pode superar R$ 100, dependendo do preço local do botijão.

Como realizar a recarga do gás

O beneficiário deve se dirigir a uma revendedora de gás credenciada, apresentando um dos seguintes documentos: cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código de validação do aplicativo. As revendedoras autorizadas exibirão a identidade visual do programa. Em locais sem revenda credenciada, a orientação é procurar o estabelecimento mais próximo na cidade vizinha.

Proteção contra cobranças indevidas

O programa estabelece regras para evitar abusos. As revendedoras não podem cobrar acima do preço de referência estadual. Se o preço do gás for inferior, o crédito não acumula para o mês seguinte, e a diferença é coberta pelo ressarcimento governamental. Cobranças extras só são permitidas para o frete, caso solicitado, ou pelo botijão vazio, se o beneficiário não tiver um recipiente próprio.

Substituição do Auxílio Gás e combate à pobreza energética

O Gás do Povo substituirá gradualmente o Auxílio Gás, que pagava cerca de 50% do valor do botijão a cada dois meses. O novo modelo utiliza um sistema de vales para garantir o uso exclusivo do recurso na compra do gás. Além da economia, o programa visa combater a pobreza energética, situação em que famílias têm dificuldade de acesso a serviços essenciais de energia, recorrendo a alternativas como lenha, que podem ser perigosas.

Impacto social e econômico do programa

Com um investimento previsto de cerca de R$ 5,1 bilhões em 2026, o Gás do Povo busca reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida. Iniciativas como esta são fundamentais para diminuir desigualdades e garantir melhores condições de vida para a população mais vulnerável, como demonstrado pela queda nos índices de pobreza extrema no Brasil desde 1988.

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