Lucros do FGTS à vista: veja como o dinheiro extra chega à sua conta
Uma importante mudança está a caminho para milhões de brasileiros: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) se prepara para distribuir cerca de R$ 13 bilhões em lucros. Este dinheiro extra, que será creditado automaticamente, beneficiará aproximadamente 138 milhões de trabalhadores que tinham saldo em contas ativas ou inativas até 31 de dezembro de 2025.
O Conselho Curador do FGTS analisa a proposta de distribuição, que prevê o depósito automático pela Caixa Econômica Federal. Não será necessário fazer nenhuma solicitação para receber este valor. O montante exato que cada trabalhador receberá será proporcional ao saldo que possuía na conta até a data-limite de 31 de dezembro de 2025.
Para calcular o valor, será utilizado um índice de 0,01868341 sobre o saldo individual. Isso significa que, quanto maior o saldo em 31 de dezembro de 2025, maior será a parcela de lucros creditada na conta do trabalhador. Importante ressaltar que os valores de FGTS não depositados pelo empregador até essa data, mesmo que regularizados posteriormente, não serão incluídos na base de cálculo da distribuição.
Como consultar seu saldo com o lucro FGTS
Após o crédito dos valores, os beneficiários poderão verificar o montante recebido de diversas formas. A consulta estará disponível de maneira prática pelo aplicativo FGTS, pelo Internet Banking da Caixa ou diretamente nas agências da instituição financeira.
Regras para o saque do dinheiro extra
É fundamental lembrar que estes lucros seguem as mesmas normas de saque já estabelecidas para o FGTS. Isso significa que o dinheiro só poderá ser retirado em situações específicas previstas em lei. Entre elas estão a demissão sem justa causa, a aquisição da casa própria, a aposentadoria, casos de doenças graves ou situações de calamidade pública. O lucro distribuído também não integra o cálculo da multa rescisória.
A distribuição de lucros, estabelecida por lei em 2017, tem como objetivo aumentar a rentabilidade das contas do FGTS. Ela complementa a correção monetária pela Taxa Referencial (TR) e os juros de 3% ao ano aplicados sobre o saldo, tornando o fundo mais atrativo para os trabalhadores.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
