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Dinheiro liberado 4 ações de bancos para lucrar e 4 riscos antes dos balanços de julho

Pessoa analisando gráficos financeiros e ações de bancos em um tablet.

Seu dinheiro pode render mais: entenda o que esperar dos bancos em julho

Com a proximidade da temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, a movimentação no mercado de ações de bancos intensifica, e investidores buscam entender onde colocar seu dinheiro. O dinheiro liberado para lucros em alguns papéis pode ser significativo, mas há pagamentos que preocupam: o Itaú BBA, em relatório exclusivo, atualizou suas projeções e indicou quatro ações com alto potencial de crescimento e outras quatro sob alerta de risco. Saber qual investir ou evitar agora é crucial para proteger e fazer seu patrimônio render.

As escolhas do Itaú BBA para comprar

Mesmo com o setor financeiro sendo negociado a preços de barganha e um cenário macro desafiador, o Itaú BBA aponta um grupo seleto de empresas com capacidade para entregar crescimento robusto. No topo das recomendações de compra, destacam-se Bradesco, Nubank, BTG Pactual e dLocal, prometendo resultados consistentes na próxima divulgação de balanços.

Bradesco: o gigante com lucro em alta. O Itaú BBA projeta que o Bradesco entregará mais um trimestre de alta qualidade. A expectativa é de um lucro líquido de R$ 7,1 bilhões, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O retorno sobre o patrimônio (ROE) deve atingir 16,1%, impulsionado por um avanço de 8% na carteira de crédito, crescimento de 12% na margem financeira e um forte desempenho de 18% no segmento de seguros. Atualmente, o banco negocia a múltiplos considerados atraentes.

Nubank: a fintech em forte recuperação. Após um período de temores com provisões no primeiro trimestre, a análise aponta uma forte recuperação para o Nubank. A maturação e normalização do crédito devem elevar a margem financeira ajustada ao risco de 9,3% para 10,3%. O banco digital é esperado para registrar um crescimento expressivo de 37% na carteira de crédito e de 40% na margem financeira, resultando em um lucro líquido estimado de R$ 4,8 bilhões (cerca de US$ 950 milhões) — um salto de 33% em 12 meses — e um ROE de 28,4%. Esses números podem afastar a desconfiança recente do mercado.

BTG Pactual: resiliência no mercado de capitais. Enfrentando um ambiente de menor atividade para o mercado de capitais, o BTG Pactual mantém-se como favorito. O banco de investimentos deve registrar um lucro líquido praticamente estável, próximo ao seu recorde histórico, em R$ 4,85 bilhões, com um ROE de 25,3%. Esse resultado será blindado pela expansão de 27% na carteira de crédito corporativo e por uma forte captação líquida superior a R$ 30 bilhões nas áreas de Wealth e Asset Management, compensando a queda nas receitas de banco de investimento.

dLocal: a aposta global em pagamentos. No setor de pagamentos, a dLocal continua sendo o grande destaque, conforme o Itaú BBA. Favorecida pela expansão na América Latina e em outros mercados internacionais, a companhia deve registrar um aumento de 61% no volume processado, alcançando US$ 14,9 bilhões. A receita estimada é de US$ 354 milhões (+38%), e o lucro líquido deve saltar 44%, atingindo US$ 61,8 milhões.

Bancos sob alerta: quais evitar agora

Na contramão das recomendações de compra, o Itaú BBA manifesta cautela em relação a outros nomes do setor financeiro. Banco do Brasil, Santander, Inter e XP são apontados como ações que podem apresentar resultados decepcionantes ou enfrentar desafios significativos no segundo trimestre de 2026.

Banco do Brasil: um trimestre de resultados fracos. Para o Banco do Brasil, a expectativa é de um trimestre fraco, com uma queda de 25% no lucro líquido na comparação anual, para R$ 2,9 bilhões, e um ROE caindo para 5,8%. O desempenho deve ser afetado pela sazonalidade do crédito rural e pela deterioração da carteira, o que elevará o custo do risco.

Santander Brasil: o risco de “contaminação”. O Santander Brasil também pode frustrar as expectativas, com lucro líquido projetado de R$ 3,6 bilhões (queda de 1% anual e 5% trimestral) e um ROE de 14,7%. Como o Santander abre a temporada do setor em 29 de julho, o Itaú BBA alerta para o risco de um desempenho fraco “contaminar” a percepção do mercado sobre os demais bancos privados.

Inter: margens pressionadas e lucro estável. A visão sobre o Inter é mais conservadora. O Itaú BBA revisou as estimativas para baixo devido à compressão das margens ajustadas ao risco e ao custo do crédito, que deve permanecer acima de 6%. Consequentemente, o lucro líquido deve ficar estável em R$ 401 milhões, resultando em um ROE de 15%.

XP: receitas em ritmo lento. Para a XP, a cautela persiste. Embora a análise indique uma melhora nas margens e um bom controle de despesas corporativas, a dinâmica de receitas segue fraca, com a entrada líquida de recursos abaixo de R$ 20 bilhões. O lucro líquido projetado para a corretora é de R$ 1,3 bilhão.

Outros setores e o panorama geral

Para o setor de pagamentos, além da dLocal, outras empresas como Stone e PagBank enfrentam um cenário doméstico difícil. O Itaú BBA aponta volumes fracos e pressão sobre as taxas de serviço para a Stone, projetando queda de 3% no lucro líquido para R$ 581 milhões. O PagBank deve ter TPV e lucros praticamente estáveis, em R$ 572 milhões, com a expansão da carteira de crédito bancário apenas mitigando a queda de receitas.

No segmento de seguros, embora companhias como Caixa Seguridade e BB Seguridade ainda colham bons resultados financeiros devido ao cenário de juros elevados, o Itaú BBA vê pouco espaço para revisões positivas de lucros para o setor como um todo daqui para frente.

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 promete revelar um cenário de contrastes no setor financeiro. A análise do Itaú BBA serve como um guia fundamental para investidores que buscam identificar as melhores oportunidades e os riscos a serem gerenciados, protegendo o seu dinheiro em um ambiente de mercado desafiador.

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