Produtores rurais garantem taxas menores para investimentos sustentáveis na nova safra
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma redução nas taxas de juros para agricultores que focarem em projetos sustentáveis durante a safra 2026/2027. A medida, que já está em vigor, atende diretamente produtores situados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
O impacto financeiro é imediato para quem busca crédito através dos fundos constitucionais FNO, FNE e FCO. O objetivo principal da iniciativa é incentivar práticas de agricultura de baixo carbono, inovação tecnológica, uso de energia renovável e melhorias em armazenamento de grãos.
Novas taxas de juros e condições de elegibilidade
Para garantir os encargos mínimos, o produtor deve manter o pagamento em dia, usufruindo do bônus de adimplência. As taxas anuais prefixadas para projetos de sustentabilidade ficaram definidas da seguinte forma:
- FNE (Nordeste): 7,52% ao ano
- FNO (Norte): 7,64% ao ano
- FCO (Centro-Oeste): 8,14% ao ano
Comparativamente, os investimentos convencionais possuem taxas que variam entre 7,65% e 12,45% ao ano. As regras valem até o dia 30 de junho de 2027, conforme informações publicadas pelo portal TMC.
Mudança no enquadramento por faturamento
Além da redução de juros, o CMN promoveu uma alteração estratégica no perfil de enquadramento dos produtores. A faixa de receita bruta, que antes unificava empresas com faturamento de até R$ 16 milhões, foi dividida para melhor direcionar o recurso:
- Produtores com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões
- Produtores com receita bruta anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões
A decisão foi oficializada pelos representantes do comitê do CMN, incluindo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
