Seu dinheiro pode render mais com as dicas de investimento da Goldman Sachs
Investidores estão atentos às movimentações do mercado e, diante de um cenário de incertezas e queda recente de 17% no principal índice de ações brasileiras (MSCI Brazil), o Goldman Sachs liberou um novo guia de como posicionar o seu capital. O banco preparou uma carteira exclusiva com 13 ações preferidas para compra, visando aproveitar a correção da Bolsa, e destacou outras cinco que os analistas indicam evitar.
A tese central do Goldman Sachs se baseia na reversão à média, considerando que o atual patamar de juros reais próximos às máximas históricas pressiona setores domésticos, mas abre espaço para valorização futura. As ações recomendadas para compra negociam, em média, a 10,1 vezes o lucro projetado para 2026, com um desconto de cerca de 7% frente à média dos últimos cinco anos.
Ações preferidas para comprar segundo o Goldman Sachs
O Goldman Sachs detalha 13 empresas com potencial de crescimento e valorização, mesmo em um ambiente volátil. Entre os destaques, a estatal Petrobras (PETR4) aparece como uma das principais apostas, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) é considerado uma opção de qualidade e o BTG Pactual (BPAC11) se beneficia da expectativa de queda da Selic.
- Petrobras (PETR4): Avaliada com lucro baixo, alto provento e um gatilho político significativo, a ação negocia a cerca de 4 vezes o lucro de 2026, com FCF yield e dividend yield projetados em 18% para 2027.
- Itaú Unibanco (ITUB4): Considerado a aposta de qualidade entre os grandes bancos, com o maior ROE projetado para o setor em 2026 (25,4%).
- BTG Pactual (BPAC11): Vista como pró-cíclica, beneficia-se de juros mais baixos, que impulsionam suas diversas linhas de negócio, com ROE estimado em 27% para 2026.
- Nubank (NU): Representa o bloco de crescimento estrutural, com projeção de expansão de 41% no lucro por ação entre 2025 e 2028.
- Cyrela (CYRE3): Recomendada pelo valuation deprimido, negociando a cerca de 6 vezes o lucro de 2026, abaixo de sua média histórica.
- Bradesco Saúde (SAUD3): Uma escolha defensiva com sólido caixa líquido e carteira resiliente, concentrada em planos de alta renda.
- GPS (GGPS3): Vista como consolidadora em serviços terceirizados, com excelente execução e valuation que não reflete seu crescimento.
- Lojas Renner (LREN3): Destaque no varejo de vestuário, com histórico de execução superior e retorno total ao acionista projetado entre 11% e 14% em 2026.
- Smartfit (SMFT3): Beneficia-se de sua proposta de valor e preço baixo, com grande potencial para consolidar um setor fragmentado.
- Vibra (VBBR3): Com valuation pouco exigente e um contexto competitivo favorável, devido à agenda contra informalidade no mercado de combustíveis.
- Direcional (DIRR3): Impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com alto ritmo de crescimento em vendas, receita e lucro.
- Rede D’Or (RDOR3): Apresenta crescimento robusto a médio prazo, impulsionado pela expansão hospitalar e melhora das margens da SulAmérica.
- Sabesp (SBSP3): Uma das preferidas no saneamento, com TIR real estimada de 10% e catalisadores como o programa UniversalizaSP.
Ações para vender ou ficar de fora
Por outro lado, o Goldman Sachs também identificou cinco ações que podem apresentar desempenho inferior. O principal destaque negativo é o Banco do Brasil (BBAS3), que enfrenta um cenário de inadimplência crescente.
- Banco do Brasil (BBAS3): Principal destaque negativo, com inadimplência acima de 90 dias subindo e a piora mais acentuada entre os grandes bancos, afetando especialmente sua carteira rural. O banco projeta ROE de 10,0% em 2026 e 12,7% em 2027, ambos abaixo do custo de capital de 15,4%.
- CSN (CSNA3): Com projeção de fluxo de caixa livre negativo para 2026 e 2027, pressionado por despesas financeiras e investimentos.
- CSN Mineração (CMIN3): Impactada por uma visão baixista para o minério de ferro e dívidas fora do balanço.
- Engie Brasil (EGIE3): Negocia a um valuation considerado exigente, com pouco espaço para aumentar proventos.
- Telefônica Brasil (VIVT3): Sua avaliação já precifica um posicionamento premium, com risco de desaceleração no crescimento do fluxo de caixa.
O Goldman Sachs ressalta a importância de uma análise cuidadosa, pois o ambiente incerto exige estratégias bem definidas para otimizar os investimentos e aproveitar os potenciais de recuperação do mercado.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
