Proposta visa punir bancos e fintechs com sistemas vulneráveis a fraudes
O Banco Central estuda implementar medidas rigorosas para restringir o acesso ao Pix de instituições financeiras que apresentarem falhas graves de segurança. A iniciativa surge após o mercado financeiro registrar desvios superiores a R$ 1,5 bilhão nos últimos 12 meses devido a ataques cibernéticos, conforme apontam dados do setor.
Com a medida, o regulador busca elevar o nível de proteção do sistema financeiro, forçando instituições a investirem mais em cibersegurança para manterem suas operações ativas no Pix. Caso o projeto avance, bancos e fintechs que não atenderem às normas poderão ter suas operações limitadas até que regularizem suas estruturas tecnológicas.
Impacto para o usuário final
Embora a proposta seja voltada para as instituições financeiras, o impacto prático para o consumidor é o aumento da segurança nas transações diárias. Segundo o portal Seu Crédito Digital, o funcionamento do Pix para o cidadão comum não sofrerá alterações negativas, pois a expectativa do Banco Central é justamente reduzir a incidência de fraudes e garantir a integridade dos pagamentos.
O cenário de ameaças digitais
O crescimento do Pix, que se tornou o principal meio de pagamento no Brasil, trouxe consigo um aumento nas tentativas de golpes, como invasões de sistemas, engenharia social e roubo de credenciais. O Banco Central pretende atuar com ações práticas nas instituições, tais como:
- Mapeamento rigoroso dos controles de segurança adotados;
- Verificação constante do cumprimento das normas vigentes;
- Identificação de riscos operacionais críticos;
- Aplicação de medidas corretivas ou limitação de operações em casos de falha.
Como se proteger no dia a dia
Enquanto o órgão regulador amplia o monitoramento, especialistas recomendam que os usuários mantenham medidas de prevenção básicas para evitar perdas financeiras. A orientação é nunca compartilhar senhas ou tokens com terceiros, ativar a autenticação em dois fatores e conferir minuciosamente os dados do destinatário antes de concluir qualquer transferência.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
