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Alerta aos beneficiários: 4.722 queixas de empréstimos consignados sob investigação

Pessoa idosa ou trabalhador preocupado analisando documentos de empréstimo consignado ou extrato bancário, com expressão de apreensão.

Sua aposentadoria ou salário pode estar em risco com práticas financeiras abusivas

Milhares de aposentados e trabalhadores que dependem de empréstimos consignados estão em alerta máximo após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) iniciar uma investigação contra a empresa PARATI – Crédito, Financiamento e Investimento S.A. A apuração se concentra em denúncias de cobranças indevidas e juros abusivos que podem estar comprometendo o benefício e o dinheiro de muitos brasileiros.

A investigação, conduzida pela Promotora de Justiça Joseane Suzart Lopes da Silva da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, foca em um padrão de condutas que supostamente violam o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a legislação de superendividamento. O inquérito civil busca detalhar essas irregularidades.

Milhares de reclamações alertam para problemas

A gravidade da situação é evidenciada pelo alto número de queixas. Dados divulgados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelam que, somente no início do ano, a PARATI já somava 4.722 reclamações no site Reclame Aqui. Além disso, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON-BA) também registrou inúmeras denúncias contra a instituição financeira.

As principais queixas dos consumidores envolvem uma série de problemas críticos, incluindo:

  • Realização de empréstimos consignados, renegociações ou refinanciamentos sem a autorização clara e prévia do cliente.
  • Manutenção de descontos em salários ou benefícios previdenciários mesmo após o contrato ter sido quitado ou encerrado.
  • Atendimento precário, com canais de contato ineficazes e dificuldades para exercer o direito de desistência (arrependimento).
  • Retenção de cópias contratuais importantes para o cliente.
  • Lentidão ou recusa no estorno de valores que foram cobrados de forma indevida.
  • Criação de obstáculos injustificados para que o consumidor pudesse fazer a portabilidade da dívida para outras instituições.
  • Aplicação de taxas desproporcionais que impactam o “mínimo existencial”, desrespeitando as normas de crédito responsável.

Próximos passos da investigação do MP-BA

Para prosseguir com a apuração, o MP-BA concedeu um prazo de 10 dias úteis para que a empresa PARATI – Crédito, Financiamento e Investimento S.A. apresente sua manifestação e os atos constitutivos da companhia. O mesmo prazo foi dado ao Banco Central (BACEN), que deverá informar se há registros de reclamações ou outros processos em andamento contra a empresa relacionados a esses temas.

A investigação busca proteger os consumidores de práticas que podem levar ao superendividamento, garantindo que os direitos previstos no CDC sejam respeitados e que a responsabilidade no crédito seja uma prioridade.

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