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Governo Lula avalia reestruturação e redução de juros na Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, paralelamente à expansão para classe média pela Faixa 4

Minha Casa, Minha Vida

Estudo governamental propõe taxas mais baixas e possível segmentação para financiamentos da Faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, com a Faixa 4 já ativa para famílias de renda ampliada

O governo Lula analisa a possibilidade de reduzir as taxas de juros aplicadas aos financiamentos habitacionais destinados à Faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Esta avaliação, que ocorre às vésperas das eleições presidenciais, contempla a divisão da Faixa 3 em dois segmentos distintos, cada um com condições de juros mais acessíveis do que as praticadas atualmente. Paralelamente, o programa já inclui a Faixa 4, dedicada à classe média.

A Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida é direcionada a famílias que possuem uma renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9 mil.

Atualmente, os financiamentos nesta faixa são ofertados com juros de 8,16% ao ano. Para os trabalhadores que são cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), essa taxa registra uma queda, ficando em 7,66% ao ano.

As novas propostas de taxas dependem da finalização de estudos técnicos antes de serem apresentadas e aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, que é o órgão responsável pelas condições dos financiamentos que utilizam recursos do Fundo.

Além dessas discussões, o programa expandiu seu alcance com a implementação da Faixa 4, que iniciou suas operações efetivas em abril deste ano, por determinação do presidente Lula.

Esta categoria atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais e permite o financiamento de imóveis avaliados em até R$ 600 mil.

Em uma proposta recente, o setor da construção civil sugeriu elevar o teto do valor do imóvel para R$ 1,2 milhão para os beneficiários desta Faixa.

As taxas de juros para os financiamentos na Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida estão fixadas em 10% ao ano.

Em comparação, fora do programa, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), as taxas de mercado geralmente oscilam entre 10,5% e 12% ao ano.

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