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R$ 11 trilhões liberados: Nova duplicata digital revoluciona crédito para empresas

Representação digital de uma duplicata escritural em uma tela de tablet, com gráficos financeiros ao fundo, simbolizando a modernização e a segurança do crédito para empresas.

Seu negócio pode faturar milhões: Adapte-se à duplicata digital e evite riscos agora

Um novo modelo de dinheiro liberado e financiamento está prestes a transformar a vida de milhões de empresas no Brasil. O Banco Central acaba de liberar a fase de produção assistida da duplicata escritural, uma versão digital do documento de crédito, prometendo movimentar mais de R$ 11 trilhões até 2028. Isso significa mais crédito e transparência para o mercado, mas exige que negócios de todos os portes se preparem para as novas regras que se tornarão obrigatórias nos próximos anos.

O que muda com a duplicata digital e quem é afetado

A duplicata escritural moderniza o antigo documento mercantil, formalizando vendas e serviços a prazo de forma totalmente eletrônica e registrada. Essa inovação aumenta a transparência, atraindo bancos e investidores para um mercado que antes carecia de visibilidade. A estimativa é de um impacto gigantesco: R$ 11 trilhões em movimentação até 2028, envolvendo cerca de 1,5 milhão de empresas emissoras e mais de 18 mil grandes sacadoras.

A fase de produção assistida, liberada em 15 de julho de 2024, permite que registradoras como Cerc, Núclea e B3, juntamente com empresas selecionadas como a fintech Monkey, testem o sistema. Embora a adesão seja facultativa neste momento, ela prepara o terreno para a obrigatoriedade gradual, que será escalonada:

  • Grandes empresas: Deverão adotar o instrumento 12 meses após o início da fase assistida.
  • Médias empresas: Devem se adaptar 18 meses após o início da fase assistida.
  • Pequenas empresas: Terão que aderir 24 meses após o início da fase assistida.

Prepare-se para os novos prazos e automação de processos

Apesar da tecnologia já existir, o desafio principal está na adaptação dos processos internos das empresas. Para Izaias Miguel, CEO da V360, empresa especializada em automação de processos fiscais, a fase assistida é fundamental para validar a infraestrutura em ambiente real. Ele alerta que não basta apenas registrar a duplicata; é crucial garantir que todo o fluxo de validação da nota fiscal, manifestação do sacado na registradora e a mudança de domicílio de pagamento ocorram dentro dos prazos regulamentares, a fim de evitar fraudes, multas e pagamentos em duplicidade.

“A tecnologia já existe, mas o grande desafio está na adaptação dos processos das empresas. Não basta apenas registrar a duplicata, é preciso garantir que todo o fluxo de validação da nota fiscal, a manifestação do sacado na registradora em relação à duplicata e a mudança de domicílio de pagamento aconteçam dentro dos prazos previstos pela regulamentação, sob pena de incorrer em fraudes, multas e juros e até necessidade de pagar duas vezes”, afirma Izaias Miguel.

O executivo da V360 aponta que um dos principais gargalos atuais é o processamento de notas fiscais, que em grandes empresas pode levar até 22 dias para se transformar em um título a pagar. Com a duplicata escritural, a manifestação do pagador precisa ser feita em até 10 dias, exigindo processos muito mais ágeis.

Oportunidade para eficiência e redução de riscos

A fase assistida é crucial para identificar os entraves internos das empresas, especialmente aquelas com alto volume de notas fiscais que ainda dependem de trabalho manual. A complexidade aumenta pela necessidade de integração entre múltiplos participantes: registradoras, escrituradoras, financiadores, fornecedores e clientes. Essa integração exige alto nível de interoperabilidade entre os sistemas envolvidos.

Para Izaias, a mudança representa uma grande oportunidade para as empresas revisarem e automatizarem seus processos de contas a pagar. Essa reestruturação pode reduzir gargalos operacionais preexistentes e preparar os negócios para operar com maior segurança, eficiência e menor risco.

“Quem conseguir estruturar esse fluxo agora estará mais preparado para operar com segurança, reduzir riscos e aproveitar os ganhos de eficiência proporcionados pelo novo modelo”, destaca o executivo.

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