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FMI Desmistifica Bolsa Família como Vilão para Baixa Participação de Mulheres Brasileiras no Mercado de Trabalho

FMI aponta que o programa Bolsa Família não é o fator determinante para a baixa participação de mulheres brasileiras na força de trabalho

A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro não recuperou os níveis anteriores à pandemia de Covid-19, e o programa Bolsa Família não é o principal responsável por essa defasagem. Esta é a conclusão de uma análise divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na última quarta-feira (11).

A pesquisa, que utilizou dados da Pnad Contínua do IBGE, indica que o programa social não impactou negativamente a taxa de participação das mulheres na força de trabalho. O estudo aponta que a necessidade de dedicar tempo ao cuidado da família e à realização de tarefas domésticas é a principal razão pela qual muitas mulheres brasileiras permanecem fora do mercado de trabalho.

A única ressalva mencionada pelo FMI é em relação a mulheres com filhos de até seis anos. Nestes casos, a participação no mercado de trabalho das beneficiárias do Bolsa Família é ligeiramente menor quando comparada àquelas que possuem filhos pequenos, mas não recebem o auxílio governamental.

O FMI ressaltou a importância de inserir mais pessoas na força de trabalho, especialmente no contexto brasileiro, onde o envelhecimento populacional é previsto e pode afetar o crescimento econômico.

De acordo com uma estimativa divulgada pelo FMI em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderia crescer 0,5 ponto percentual ao ano até 2033 se a disparidade nas taxas de participação entre homens e mulheres na força de trabalho fosse reduzida pela metade, passando de 20 para 10 pontos percentuais. O organismo internacional observou que, apesar de a taxa de desemprego no Brasil ter atingido o menor patamar histórico ao final de 2025, com 5,6%, as mulheres ainda ficaram significativamente para trás na retomada, enquanto os homens recuperaram sua participação pré-pandemia.

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