Oportunidade de crédito e renegociação para milhões de brasileiros
Boas notícias para quem busca dinheiro liberado ou quer sair das dívidas: novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta sexta-feira (3) já estão em vigor. Milhões de estudantes e ex-estudantes do Fies, além de pessoas sem vínculo empregatício formal, agora têm acesso facilitado a crédito com taxas de juros de até 11,19% ao ano e programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Adimplentes. As medidas buscam impulsionar o empreendedorismo e oferecer uma nova chance financeira.
Fies empreendedor: linha de crédito com juros diferenciados
O Fies Empreendedor é uma iniciativa para estudantes e ex-estudantes que estão em dia com o Fundo de Financiamento Estudantil. O objetivo é incentivar o empreendedorismo e recompensar a adimplência, oferecendo condições de crédito mais acessíveis.
Esta linha de crédito pode ser utilizada por:
- Pessoas físicas, para financiar suas atividades empreendedoras.
- Pessoas jurídicas, como capital de giro para suas empresas.
Importante notar que os critérios detalhados para acessar o crédito ainda serão definidos por uma portaria do Ministério da Fazenda.
Como funciona e quais as taxas de juros
A taxa de juros anual para o Fies Empreendedor poderá chegar a 11,19%. Este percentual é composto por:
- Até 8,94% ao ano, destinados à remuneração das instituições financeiras.
- 2,06% ao ano, referentes à remuneração dos recursos que vêm da União.
Os financiamentos serão operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
Prazos de pagamento e carência
As condições de pagamento variam conforme o tipo de beneficiário:
- Para pessoas físicas:
- Prazo de pagamento de até 60 meses.
- Carência de até seis meses para iniciar o pagamento do principal e dos juros.
- Para pessoas jurídicas:
- Prazo de até 96 meses.
- Carência de até 12 meses.
Durante o período de carência, os juros não serão incorporados ao saldo da dívida, evitando assim a capitalização.
Desenrola adimplentes: renegociação de dívidas com apoio da união
Na mesma reunião, o CMN também regulamentou o Desenrola Adimplentes, programa criado para facilitar a renegociação de dívidas para quem não possui emprego formal ou não recebe benefícios previdenciários. A União poderá destinar até R$ 3 bilhões para viabilizar as operações, dependendo da disponibilidade orçamentária.
Estrutura dos financiamentos e remuneração
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal atuarão como agentes financeiros, repassando os recursos para as instituições participantes. A composição dos financiamentos segue uma proporção específica:
- 70% dos recursos virão da União.
- 30% serão aportados pelos próprios bancos públicos.
A remuneração dos recursos da União será de 1% ao ano, enquanto os valores dos bancos públicos estarão vinculados à taxa Selic, que atualmente é de 14,25% ao ano. As instituições financeiras que participam do programa devolverão os recursos públicos com remuneração de 1,25% ao ano. Se o Banco do Brasil ou a Caixa negociarem as dívidas diretamente, a remuneração será reduzida para 0,5% ao ano, devido à menor complexidade operacional.
Programas em funcionamento para facilitar o acesso ao crédito
Com a regulamentação do CMN, tanto o Fies Empreendedor quanto o Desenrola Adimplentes, criados pela Medida Provisória 1.373/2026, podem agora entrar em operação. O Fies Empreendedor visa ampliar o acesso ao crédito para quem mantém o financiamento estudantil em dia, enquanto o Desenrola Adimplentes busca facilitar a renegociação de dívidas e integrar pessoas sem vínculo formal ao sistema financeiro. Essas iniciativas representam um passo importante para milhões de brasileiros em busca de estabilidade e crescimento financeiro.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
