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Alerta financeiro: Nova IA pode liberar R$ 2,5 trilhões em crédito e antecipar calotes PME

Pequena empresária sorri ao analisar dados financeiros em tablet, simbolizando segurança e acesso a crédito via IA para PMEs.

Dinheiro liberado para PMEs: como a inteligência artificial muda tudo

Uma nova era no acesso a crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) está começando, e pode significar dinheiro liberado e mais segurança nos pagamentos. A entrada em vigor da duplicata escritural, que padroniza o registro de títulos, exige que bancos e fintechs como a Delend inovem. Isso impacta diretamente milhares de empresários que buscam crédito, pois uma nova inteligência artificial (IA) agora prevê riscos de calotes com alta precisão, prometendo destravar bilhões em financiamentos.

O que muda com a duplicata escritural

O Banco Central (BC) ativou, em 30 de junho, o sistema das duplicatas escriturais. Essa medida é vista como crucial para ampliar a oferta de crédito às PMEs no Brasil. O novo modelo cria um registro padronizado de títulos e facilita o compartilhamento de informações entre instituições financeiras, registradoras e outros participantes do mercado.

A expectativa é clara: reduzir fraudes, aumentar a segurança nas operações de crédito e, consequentemente, impulsionar a disponibilidade de financiamento para empresas que dependem desses recursos para crescer.

IA da Delend revoluciona análise de risco

Nesse cenário de transformação, a fintech brasileira Delend desenvolveu uma Inteligência Artificial para analisar o risco de crédito das operações com duplicatas escriturais. Essa IA é projetada para prever a probabilidade de inadimplência e o comportamento de pagamento das PMEs.

A ferramenta não se limita a um único indicador, como faturamento ou score. Em vez disso, ela analisa o histórico completo de pagamentos, recebíveis e atrasos das empresas ao longo do tempo. Isso permite identificar quais companhias têm maior chance de cumprir seus compromissos e quais representam maior risco de atraso.

Precisão e impacto financeiro

Os testes da Delend mostraram resultados impressionantes. A IA alcançou 97,7% de precisão em sua capacidade de prever o risco de crédito. Os dados foram validados em uma base com mais de 30 milhões de títulos emitidos por PMEs, totalizando mais de R$ 80 bilhões em valor histórico.

A ferramenta classifica pagamentos em dia ou com atrasos de até 30 dias como “comportamento aceitável”. Atrasos superiores a 90 dias são categorizados como “default”, acionando notificações de negativação. O índice Kolmogorov-Smirnov (KS), métrica importante para scores de crédito, ultrapassou 0,60, e em alguns cenários, superou 0,70, indicando uma alta capacidade de diferenciar bons e maus pagadores.

“O crédito para PMEs no Brasil sempre foi limitado por falta de previsibilidade sobre o comportamento real dos recebíveis, como boletos. Por isso, existe um gap de crédito não atendido de R$ 2,5 trilhões somente para este segmento”

Fernando Wosniak Steler, diretor executivo da Delend, explica que a falta de previsibilidade nos recebíveis sempre foi um gargalo. A IA da Delend visa responder questões cruciais: se uma duplicata tem alta probabilidade de pagamento ou se a concessão de crédito vale a pena.

A capacidade de prever o comportamento financeiro das empresas de forma tão detalhada é a chave para preencher uma lacuna de crédito que, segundo a Delend, soma R$ 2,5 trilhões para o segmento de PMEs. Isso representa uma mudança significativa para o acesso ao crédito no país.

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