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Dívida pública brasileira cresce 2,66% e ultrapassa marca de R$ 9 trilhões

Gráfico financeiro representando a evolução da dívida pública brasileira

Alta na dívida pública reflete emissão recorde de títulos atrelados à Selic

A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu a marca de R$ 9,033 trilhões em maio, um crescimento de 2,66% em comparação ao mês anterior, quando o montante era de R$ 8,798 trilhões. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, indicam que o aumento foi impulsionado principalmente pela emissão de títulos vinculados à Taxa Selic.

Esse cenário impacta o planejamento econômico nacional, embora o Tesouro reforce que o endividamento segue dentro das previsões estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima o estoque total entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026.

O que impulsionou o crescimento da dívida

O Tesouro Nacional emitiu R$ 135,61 bilhões em títulos além dos resgates realizados no período. Além disso, a apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros contribuiu para a elevação, refletindo a pressão da Taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, sobre o estoque da dívida.

Outros pontos relevantes incluem:

  • Emissões recordes: Foram emitidos R$ 166,23 bilhões em títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), o maior volume mensal desde o início da série histórica.
  • Dívida externa: A parcela externa subiu 1,28%, alcançando R$ 340,49 bilhões, motivada por uma alta de 1,37% no valor do dólar em maio.
  • Reserva de segurança: O chamado colchão da dívida, que serve como reserva para momentos de instabilidade, subiu para R$ 1,211 trilhão, cobrindo cerca de 9,14 meses de vencimentos.

Composição da dívida e perfil dos investidores

Com a maior procura por papéis atrelados à Selic, esses títulos passaram a representar 48,99% da composição da dívida pública. O prazo médio para renovação dos compromissos financeiros caiu ligeiramente, passando de 4,12 para 4,07 anos.

A participação de investidores não residentes (estrangeiros) na dívida interna sofreu uma leve redução, passando de 10,38% para 10,14%, influenciada pela tensão no mercado financeiro global devido a conflitos no Oriente Médio.

Conforme os dados do Noticiarte, a gestão da dívida segue priorizando a substituição de títulos que vencem conforme a demanda de mercado e as diretrizes do Banco Central.

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