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Estados e municípios podem liberar R$ 1 bilhão extra em 2026 com nova regra do CMN

Representação visual de uma reunião onde decisões financeiras importantes são tomadas, com mãos assinando documentos e analisando gráficos.

Seu estado ou cidade terá mais dinheiro para investimentos e serviços

Uma importante mudança foi aprovada, e estados, municípios e o Distrito Federal agora podem ter dinheiro liberado e pegar R$ 1 bilhão a mais em empréstimos no sistema financeiro para 2026. Essa decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) impacta diretamente a capacidade de investimento das gestões locais, possibilitando a realização de mais projetos e a melhoria de serviços essenciais para a população em todo o Brasil.

Mais recursos para atender demandas urgentes

O Conselho Monetário Nacional (CMN) redefiniu os limites de crédito para o setor público, mantendo o teto geral anual de R$ 23,6 bilhões. A alteração, formalizada pela Resolução 5310, reorganiza os chamados sublimites – as fatias específicas dentro desse total – para destinar mais recursos às demandas de governos estaduais e municipais, que já haviam esgotado os limites anteriores.

Entenda como os novos limites funcionam

Com o remanejamento, o valor total disponível para estados, Distrito Federal e municípios para operações de crédito subiu de R$ 5 bilhões para R$ 5,5 bilhões nas operações que contam com a garantia da União. Da mesma forma, para as operações sem garantia federal, o sublimite também foi elevado de R$ 5 bilhões para R$ 5,5 bilhões. Esse movimento libera um adicional de R$ 1 bilhão em capacidade de endividamento para os entes federativos.

Para viabilizar o aumento para estados e municípios, o CMN realocou recursos de outras categorias. As operações de crédito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sem garantia da União tiveram seu limite reduzido de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,2 bilhão. As Parcerias Público-Privadas (PPP) com garantia da União também tiveram o sublimite ajustado, caindo de R$ 1,5 bilhão para R$ 1 bilhão.

Principais alterações aprovadas

  • Aumento de R$ 5 bilhões para R$ 5,5 bilhões no sublimite de operações de crédito com garantia da União para estados, DF e municípios.
  • Aumento de R$ 5 bilhões para R$ 5,5 bilhões no sublimite de operações de crédito sem garantia da União para estados, DF e municípios.
  • Redução de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,2 bilhão no sublimite para operações do Novo PAC sem garantia da União.
  • Redução de R$ 1,5 bilhão para R$ 1 bilhão no sublimite para Parcerias Público-Privadas (PPP) com garantia da União.

O que não mudou nos limites

É importante ressaltar que o limite global de crédito para o setor público em 2026 permanece em R$ 23,6 bilhões. Outros sublimites essenciais também foram mantidos inalterados, garantindo a estabilidade para áreas estratégicas:

  • Novo PAC com garantia da União: R$ 1,8 bilhão.
  • Empréstimo aos Correios: R$ 8 bilhões.
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

Quando a medida entra em vigor

A resolução do CMN, que foi presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, passa a valer a partir da sua publicação oficial. Esta mudança representa um fôlego financeiro significativo para as administrações locais, que buscarão aplicar esses recursos adicionais em projetos que tragam benefícios diretos para a vida dos cidadãos.

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