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Bolsa Família: 430 mil famílias mineiras deixam benefício com renda até R$ 706

Família brasileira comemora aumento de renda e saída do Bolsa Família

Saiba como a renda familiar e o emprego mudaram a realidade em minas

O Bolsa Família está passando por uma grande mudança para milhares de famílias em Minas Gerais. Mais de 430 mil lares mineiros deixaram de receber o benefício social entre março de 2023 e maio de 2026. Essa alteração, impulsionada pelo aumento da renda e pela inserção no mercado de trabalho, afeta diretamente a condição financeira e a autonomia de milhões, mostrando um novo cenário para os beneficiários.

Por que tantas famílias deixaram o programa em minas?

A principal razão para o desligamento dessas famílias é o crescimento da renda. Muitos integrantes conseguiram empregos com carteira assinada ou iniciaram atividades empreendedoras. Com isso, os rendimentos familiares superaram os limites estabelecidos pela Regra de Proteção ou o tempo permitido de permanência na modalidade de transição.

Somente em maio deste ano, 18,7 mil famílias mineiras foram desligadas do programa. Belo Horizonte liderou o número de desligamentos no estado, com 1.560 famílias saindo do programa no período de um mês.

Regra de proteção: transição para a autonomia financeira

O modelo atual do Bolsa Família inclui a inovadora Regra de Proteção. Este mecanismo foi desenhado para assegurar uma transição suave para as famílias que aumentam seus ganhos. Mesmo ao ultrapassar o limite de renda de R$ 218 por pessoa, elas podem continuar recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, contanto que a renda familiar per capita não exceda R$ 706.

Cidades mineiras com mais desligamentos

Entre os municípios de Minas Gerais, a capital Belo Horizonte registrou um volume de desligamentos três vezes maior que Contagem, a segunda colocada. A seguir, veja as cidades com mais famílias desligadas do Bolsa Família em maio:

  • Belo Horizonte: 1.560
  • Contagem: 457
  • Uberlândia: 425
  • Betim: 409
  • Ribeirão das Neves: 360
  • Juiz de Fora: 299
  • Montes Claros: 250
  • Santa Luzia: 250
  • Governador Valadares: 210
  • Uberaba: 184

Cenário nacional: milhões de brasileiros avançam

Em todo o Brasil, a marca de 5,1 milhões de famílias que saíram do Bolsa Família foi atingida entre março de 2023 e maio de 2026. Todos esses desligamentos ocorreram após o aumento da renda familiar. São Paulo registrou o maior número, com 745,6 mil famílias, seguido pelo Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

As capitais também refletem essa tendência. São Paulo liderou com 7.312 famílias desligadas, seguida por Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

Inclusão produtiva é o foco do governo federal

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, salientou que esses números indicam um progresso significativo na inclusão produtiva dos beneficiários. Ele afirmou que milhões de famílias superaram a pobreza ao garantir um emprego formal ou iniciar atividades empreendedoras.

“Milhões de famílias deixaram a situação de pobreza ao conquistarem emprego formal ou iniciarem atividades empreendedoras”

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados com informações do Cadastro Único (CadÚnico), mostram que cerca de 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram preenchidas por pessoas inscritas no CadÚnico. Isso demonstra a crescente participação dos beneficiários no mercado de trabalho e contesta a visão de que o programa desencoraja a busca por emprego.

Uma pesquisa da FGV Social ainda revelou que a renda do trabalho da população mais vulnerável cresceu 10,7% em 2025. Esse percentual é superior à média nacional e foi impulsionado pela geração de empregos formais e pelos mecanismos de transição do Bolsa Família.

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