Estatais federais acumulam déficit recorde de R$5,9 bilhões em 2026
As empresas estatais federais apresentaram um déficit acumulado de R$5,93 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Os dados oficiais, divulgados pelo Banco Central, revelam o pior desempenho para o período de quatro meses em toda a série histórica iniciada em 2002.
Este valor negativo já superou o prejuízo total registrado ao longo de todo o ano de 2025, que foi de R$5,1 bilhões. O agravamento expressivo na dependência de recursos públicos para custear essas estruturas é um sinal de alerta para a gestão fiscal do país.
O cálculo do Banco Central exclui instituições financeiras e gigantes de economia mista como Petrobras e Eletrobras. O foco está em empresas controladas diretamente pela União, como Correios, Infraero, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda e Hemobrás, avaliando a eficiência de suas gestões.
Os Correios figuram como uma das principais causas dessa pressão fiscal. A tendência é de persistência do prejuízo, exigindo aportes diretos do Tesouro Nacional para manter as operações em dia.
A situação deficitária das estatais federais se soma a um cenário de desequilíbrio mais amplo. Empresas públicas estaduais também registraram prejuízo acumulado de R$1,85 bilhão no mesmo período. Apenas as administrações municipais apresentaram superávit, com saldo positivo de R$100 milhões.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
