Não perca seu benefício: nova regra de visita em casa já está valendo
Milhões de famílias que dependem do Bolsa Família precisam ficar em alerta máximo: uma nova exigência de visita domiciliar obrigatória entrou em vigor e pode bloquear o pagamento de muitos beneficiários neste mês. Essa mudança afeta diretamente quem recebe o auxílio e não se adequar às normas do governo federal, que reforça a fiscalização dos programas sociais.
A exigência da entrevista presencial no domicílio tem base legal na Lei nº 15.077, de 2024, e foi regulamentada pela Portaria MDS nº 1.145, de 2025, tornando-se uma regra a partir de 1º de janeiro de 2026. Na prática, o objetivo é confirmar as informações declaradas no Cadastro Único (CadÚnico), garantindo que o benefício chegue a quem realmente precisa.
Quem precisa receber a visita obrigatória?
A nova regra se concentra em grupos específicos para verificar a veracidade dos dados cadastrais. Se você faz parte desses grupos, uma visita à sua casa será essencial para a manutenção do seu benefício.
- Famílias unipessoais: Pessoas que se declaram como morando sozinhas e recebem o Bolsa Família são o principal alvo da medida.
- Benefício de Prestação Continuada (BPC): Solicitantes e beneficiários do BPC também estão sujeitos a esta fiscalização, conforme atos normativos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
- Quem não atualizou o CadÚnico: A falta de atualização cadastral dentro do prazo de 24 meses também pode desencadear a necessidade da entrevista ou o bloqueio do benefício.
O que fazer agora para não perder o Bolsa Família?
Para evitar qualquer problema com seu pagamento, é fundamental estar em dia com as exigências do programa. A proatividade pode garantir que seu benefício não seja suspenso ou bloqueado.
A principal medida é manter o CadÚnico sempre atualizado. A cada 24 meses, ou sempre que houver qualquer alteração na sua situação, você deve procurar um posto de atendimento. Mudanças como nascimento de filhos, troca de endereço, alteração de renda ou entrada/saída de moradores são cruciais e devem ser comunicadas.
Para atualizar seu cadastro, dirija-se a um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a um posto municipal de atendimento do CadÚnico. Leve o CPF e um comprovante de residência de todos os moradores da sua casa. Uma visita ao CRAS pode evitar uma surpresa desagradável no dia do pagamento.
Nem todos precisam da visita, mas atenção é geral
É importante ressaltar que a regra da entrevista domiciliar não se aplica a todos os beneficiários indistintamente. A Instrução Normativa SAGICAD/MDS nº 20, de 2026, lista algumas exceções para evitar confusão. Fique atento:
- Pessoas em situação de rua, com fluxo diferenciado de cadastramento.
- Indígenas e quilombolas, que possuem processos próprios de registro.
- Moradores de áreas com histórico de violência ou de difícil acesso geográfico.
- Residentes em municípios em estado de calamidade pública, emergência ou desastre.
- Pessoas incluídas em programas ou medidas de proteção e segurança.
- Pessoas libertadas de trabalho análogo à escravidão, com fluxo especial de acolhimento.
- Outros grupos com cadastramento diferenciado por atos normativos do MDS, como catadores de materiais recicláveis.
As novas exigências fazem parte de um amplo processo de revisão cadastral. O governo federal busca eliminar inconsistências e garantir que os recursos do Bolsa Família cheguem a quem realmente se enquadra nos critérios de vulnerabilidade social. Manter o cadastro em dia nunca foi tão essencial para assegurar o futuro do seu benefício.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
