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Cesta básica em todas as capitais sobe em abril; veja como isso afeta seu bolso

Mão segurando alimentos básicos em frente a prateleira de supermercado

Cesta básica em todas as capitais sobe em abril; veja como isso afeta seu bolso

O custo da cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais brasileiras em abril. Este é o segundo mês consecutivo de aumento nos alimentos essenciais, o que intensifica a pressão sobre a renda das famílias e exige uma nova atenção ao orçamento doméstico.

O que faz a cesta básica subir tanto?

O encarecimento é impulsionado principalmente por itens como tomate, leite integral, batata e feijão. O tomate, por exemplo, aumentou em 25 capitais, chegando a 25,58% em Fortaleza, devido à transição de safras. O leite integral subiu em todas as capitais pesquisadas, com impacto na oferta no campo. A batata e o feijão também pressionaram os gastos, com altas significativas em diversas regiões.

Quais capitais sentem o maior impacto?

  • Maiores altas mensais: Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
  • Cestas mais caras: São Paulo (R$ 906,14), Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).
  • Cestas mais baratas: Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

Como isso afeta o salário mínimo?

O aumento do custo dos alimentos eleva o valor necessário para cobrir as despesas básicas. Em abril, o salário mínimo ideal para uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.612,49, quase cinco vezes o piso nacional de R$ 1.621. Um trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu em média 49,57% do salário líquido apenas com a cesta básica, precisando de mais de 100 horas de trabalho para adquiri-la.

O que fazer diante do aumento?

As famílias precisam reavaliar seus orçamentos e buscar alternativas para reduzir gastos com alimentação. Planejar as compras, aproveitar promoções e, se possível, substituir itens mais caros por outros mais acessíveis podem ser estratégias importantes nesse cenário de pressão sobre a renda.

A alta generalizada, divulgada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese, reflete a dificuldade de muitas famílias em manter o poder de compra diante da inflação dos alimentos essenciais.

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