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Governo pode economizar R$ 22 bilhões com revisão de benefícios sociais

Mesa de escritório com documentos e calculadora indicando análise financeira de benefícios sociais.

Governo pode economizar R$ 22 bilhões com revisão de benefícios sociais

Um estudo do Insper sugere que o governo federal tem potencial para economizar pelo menos R$ 22,4 bilhões por ano apenas com a revisão de benefícios sociais. As medidas propostas podem ser implementadas sem alterações nas leis atuais e sem o corte de direitos que já são assegurados aos cidadãos.

Entenda como a economia seria possível

As maiores oportunidades de economia apontadas pela pesquisa envolvem a concessão e a revisão de benefícios do INSS e do Bolsa Família. A proposta é otimizar o uso dos recursos públicos através de uma análise mais rigorosa e cruzamentos de dados, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.

Quais programas podem gerar economia?

  • Bolsa Família: R$ 4,2 bilhões de economia anual com cruzamentos de bases administrativas e análise de informações autodeclaradas, incluindo verificações in loco.
  • INSS e BPC: Limitações e controle maior para a liberação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), cassação de benefícios indevidos e fiscalização de cadastros com indícios de fraude podem somar R$ 2,7 bilhões.
  • Medidas gerais do INSS: Perícias antes e depois da concessão e revisões periódicas a cada 2 anos visam aumentar a eficiência.

O que fazer para garantir seu benefício?

A pesquisa indica que a economia seria obtida ao reduzir pagamentos indevidos, inconsistências cadastrais e acúmulos irregulares de benefícios. O objetivo é proteger os direitos de quem cumpre os critérios legais e gerar margem fiscal para outras prioridades públicas, inclusive o fortalecimento da própria rede de proteção social.

Uma estimativa de junho de 2025 revelou que cerca de 1,4 milhão de famílias poderiam estar omitindo informações sobre o cônjuge para receber o Bolsa Família indevidamente. Além disso, no fim de 2025, havia 894,9 mil famílias recebendo o equivalente a um salário mínimo mensal de auxílios diversos, muitos dos quais de forma ilegal.

Segundo o estudo do Insper, elaborado pelos pesquisadores Sergio Firpo e Thaline Prado, a revisão visa aumentar a confiança nos programas sociais e garantir que os recursos sejam aplicados de forma mais justa e eficiente.

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