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Joinville pode mudar regras do Bolsa Família para moradores de rua

Joinville avalia regras mais rígidas para Bolsa Família de pessoas em situação de rua

Uma moção aprovada na Câmara de Vereadores de Joinville (SC) propõe o endurecimento das regras para o recebimento do Bolsa Família por pessoas em situação de rua. A medida, se implementada pela prefeitura, pode suspender o benefício para quem recusar ajuda oferecida pelas redes de acolhimento e saúde do município.

O objetivo é fazer um acompanhamento mais próximo dos beneficiários, exigindo contrapartidas para o uso do dinheiro. A proposta visa garantir que o auxílio financeiro seja um instrumento de reabilitação e não de manutenção de vícios.

O que a moção de Joinville propõe?

A proposta solicita que o Poder Executivo de Joinville realize um levantamento sistemático para cruzar dados dos beneficiários do Bolsa Família com o histórico de atendimentos sociais. A intenção é avaliar mecanismos para o bloqueio do benefício em casos de:

  • Recusa de acolhimento em abrigos e instituições públicas;
  • Rejeição a tratamentos para dependência química;
  • Não participação em programas de reinserção social e qualificação.

O vereador autor da moção, Pastor Ascendino Batista (PSD), defende que o benefício deve ser um “fio condutor” para a recuperação, condicionado à adesão a programas que promovam a transformação de vida.

“Infelizmente, muitas vezes esse dinheiro acaba sendo usado para sustentar vícios, o que não resolve o problema e ainda piora a situação dessas pessoas”, afirmou o parlamentar.

O Bolsa Família pode ser suspenso?

A intenção, segundo o autor da proposta, não é retirar o direito ao auxílio de forma permanente, mas sim usá-lo como um estímulo para a adesão a programas de reabilitação. Atualmente, o valor mínimo do programa federal é de R$ 600, com a modalidade “família unipessoal” acessível a quem vive sozinho, incluindo pessoas em situação de rua.

Como funcionaria o monitoramento?

A implementação da medida exigiria uma integração maior entre as Secretarias de Assistência Social e de Saúde de Joinville. Equipes como o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) e o Consultório na Rua teriam a função de reportar as recusas de atendimento ao sistema de controle de benefícios.

A viabilidade jurídica da proposta agora dependerá do Poder Executivo, considerando que o Bolsa Família é um programa federal, apesar da gestão do Cadastro Único (CadÚnico) ser municipal.

Quem é afetado pela proposta?

A moção impacta diretamente pessoas em situação de rua em Joinville que são beneficiárias do Bolsa Família. A proposta sugere que o benefício seja condicionado à aceitação de auxílios oferecidos pelo poder público para sair das ruas, tratar dependência química ou se reinserir socialmente.

A decisão final sobre a aplicação das regras e a sua legalidade caberá à Prefeitura de Joinville, que analisará a proposta aprovada pela Câmara de Vereadores.

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