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Aliados defendem investigação e autonomia da PF no caso que envolve Lulinha

Prédio da Polícia Federal em ângulo baixo com iluminação dramática.

Governo ressalta independência da Polícia Federal em investigações

Aliados do presidente Lula têm defendido a autonomia da Polícia Federal (PF) para investigar o caso que envolve Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A estratégia busca diferenciar a postura do governo atual da de governos anteriores, marcando uma posição de transparência e permitindo que as apurações sigam seu curso.

Essa defesa política se intensificou após a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha. O advogado dele, Guilherme Suguimori Santos, manifestou em nota o pedido de acesso ao inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), citando uma suposta campanha midiática com dados parciais.

As suspeitas sobre Lulinha estão ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e à empresária Roberta Luchsinger. A PF identificou cinco pagamentos totalizando R$ 1,5 milhão de uma empresa ligada a Antunes para uma empresa de Luchsinger. A investigação aponta que esse montante poderia ter origem em desvios de aposentadorias.

Mensagens de WhatsApp apreendidas pela PF indicam que um ex-sócio de Antunes questionou um dos pagamentos de R$ 300 mil para Roberta, recebendo a resposta de que o valor era “para o filho do rapaz”. Um ex-funcionário de Antunes declarou à PF que o lobista mencionava pagamentos de R$ 300 mil mensais a Lulinha, com o objetivo de facilitar a venda de produtos de canabidiol da empresa World Cannabis para o Ministério da Saúde.

Interceptações telefônicas mostram Roberta Luchsinger preocupada após uma operação da PF, comentando sobre um envelope com o nome “Fábio” e ingressos para um show encontrado. Antunes, em resposta, instruiu a empresária a descartar os telefones.

Amigos de Lulinha consideram improvável que Antunes tenha afirmado pagar uma mesada ao filho do presidente. Ele não nega a amizade com Roberta Luchsinger, amiga próxima de sua esposa. Investigações também apontam proximidade com Gustavo Gaspar, ex-assessor do PDT.

A defesa de Lulinha, representada por advogados como Marco Aurélio Carvalho, refuta as acusações, lembrando de investigações passadas baseadas em fake news sobre o patrimônio de Lulinha. O advogado de Roberta Luchsinger, Bruno Salles, confirmou os pagamentos, mas alegou que foram lícitos e relacionados a serviços de relações institucionais, descontextualizando as mensagens de WhatsApp.

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