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Bitcoin Dispara Acima dos US$ 68 Mil Impulsionado por Short Squeeze, Mercado Ainda Receoso com Futuro Incerto

Bitcoin retorna aos US$ 68 mil em 26/02/2026 com alta de 4% impulsionada por liquidação de posições vendidas e mercado segue em alerta

Na manhã desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) alcançou novamente a marca dos US$ 68 mil, registrando uma valorização de 4%. O movimento foi primariamente impulsionado por um fenômeno conhecido como short squeeze, que forçou investidores com posições vendidas a recomprar o ativo rapidamente, gerando uma onda de liquidações e impulsionando o preço para cima. Dados apontam que liquidações totais de Bitcoin atingiram US$ 225,66 milhões em 24 horas, sendo US$ 190,92 milhões provenientes de posições vendidas. Luiz Arthur Hotz Fioreze, diretor de portfólio da Oryx Capital, destaca que o mercado cripto é inerentemente especulativo e depende da oferta e demanda futura, operando sob a “teoria do tolo maior”.

André Franco, CEO da Boost Research, observou que os mercados globais apresentaram uma reação moderada de risk-on, com bolsas asiáticas em alta após dados positivos da Nvidia, o dólar enfraquecendo e o petróleo mantendo patamares elevados. O Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 68.100, encontra uma expectativa de curto prazo neutra, com a melhora no sentimento de risco global e um dólar mais fraco oferecendo algum suporte técnico. No entanto, a ausência de catalisadores específicos para criptomoedas e a cautela dos investidores em relação à sustentabilidade dos ganhos em tecnologia limitam a probabilidade de um avanço expressivo no curto prazo. O preço do Bitcoin em 26 de fevereiro de 2026 é de R$351.415,25.

O short squeeze, ao forçar a recompra do ativo, criou uma pressão compradora adicional e acelerou a valorização. O open interest de contratos perpétuos de Bitcoin aumentou 10,97%, indicando a entrada de novas posições alavancadas no mercado de derivativos. O volume total de derivativos também cresceu significativamente, superando US$ 1,21 trilhão em negociações nas últimas 24 horas. Embora o aumento de volume e alavancagem possa preceder movimentos fortes de preço, eleva o risco de correções abruptas. A taxa de financiamento permaneceu positiva, mas em níveis moderados, sinalizando um certo equilíbrio.

No âmbito técnico, o Bitcoin está testando um nível de suporte importante próximo a US$ 67.972. A manutenção deste patamar pode levar o preço a revisitar a máxima recente próxima de US$ 69.070. Contudo, uma perda desse suporte pode resultar em um recuo até US$ 66.748, segundo projeções de Fibonacci. O comportamento das posições alavancadas será crucial para definir o próximo movimento do mercado.

A cautela entre investidores de varejo persiste, evidenciada pelo Fear & Greed Index em nível 16, classificado como medo extremo. Essa divergência entre a alta de preço e o sentimento pessimista pode indicar fragilidade na continuidade do movimento. Adicionalmente, saídas de capital dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos no último mês, totalizando mais de US$ 25 bilhões em saídas líquidas, criam uma pressão vendedora estrutural e limitam o otimismo.

Em paralelo, as criptomoedas com as maiores altas no dia 26 de fevereiro de 2026 incluem Polkadot (DOT) com 21%, Stable (STABLE) com 17% e Aerodrome Finance (AERO) com 15%. Por outro lado, Cosmos (ATOM) registra a maior queda com -6%, seguida por Memecore (M) com -5% e Polygon (POL) com -2%.

Especialistas como Prasad & Dollar, citados por Fioreze, reiteram que criptomoedas não possuem valor intrínseco e dependem da disposição de um comprador futuro em pagar mais, especialmente em ciclos de alta impulsionados por hype e liquidez extra. A saída de dinheiro institucional e a diminuição da liquidez têm amplificado quedas, com grupos que adquiriram Bitcoin via ETFs nos EUA resgatando bilhões de dólares desde outubro.

Para investidores, a mensagem é de cautela. Ativos digitais continuam voláteis e dependentes de sentimento e liquidez. Como alerta Prasad, no curto prazo, eles se comportam mais como ativos especulativos correlacionados a ações de tecnologia do que como refúgio. O cenário macroeconômico, incluindo juros, câmbio e apetite a risco, deve ser monitorado de perto, e criptomoedas devem ser tratadas como alocações de alto risco, evitando exposições exageradas.

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