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CPMI do INSS Interroga Ligada à Confederação de Agricultores Sobre Desvios de R$100 Milhões em Benefícios Previdenciários

CPMI do INSS ouve hoje representante da Conafer sob suspeita de participação em desvios milionários

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vai ouvir nesta segunda-feira (23) Ingrid Pikinskeni Morais Santos, que possui ligação com a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade é investigada por supostamente ter se beneficiado de mais de R$ 100 milhões, provenientes de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A reunião está agendada para as 16 horas, na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

De acordo com os requerimentos de convocação, Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos. Ele é apontado como operador e assessor do presidente da Conafer. Há suspeitas de que Ingrid possa ter recebido recursos de origem ilícita repassados por ele, com possível atuação na ocultação patrimonial. Documentos indicam que o nome de Ingrid aparece em operações financeiras de alto valor, sem justificativa econômica lícita.

A investigação também aponta que Ingrid e seu marido são suspeitos de adquirir e vender carros de luxo com o objetivo de lavar recursos obtidos através de fraudes. A CPMI busca esclarecer possíveis descontos indevidos, falhas de controle e a participação de dirigentes ou parceiros nas irregularidades investigadas.

Inicialmente, a CPMI estava prevista para ouvir Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, que já teve sua liquidação decretada. Contudo, Vorcaro recusou-se a depor perante o Congresso Nacional. A decisão foi baseada em um pronunciamento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Vorcaro, atualmente em prisão domiciliar, não tem a obrigação de comparecer à CPMI nem à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Daniel Vorcaro foi detido na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). A operação investiga suspeitas de irregularidades relacionadas à instituição financeira. Embora a prisão preventiva tenha sido revogada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), medidas cautelares foram mantidas.

O Banco Master mantinha um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O objetivo do convênio era a oferta de crédito consignado aos segurados do INSS. A CPMI investiga o contexto dessas parcerias e possíveis falhas que teriam permitido as irregularidades.

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