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Bitcoin oscilação acentuada, mas ações de cripto lideram alta com alívio nos temores de IA

Bitcoin e criptoativos em fluxo: moeda digital em faixa estreita, enquanto ações de empresas cripto ganham força com cenário de IA mais calmo

O Bitcoin (BTC) demonstra volatilidade acentuada sem uma direção clara nos mercados norte-americanos, com quedas rápidas sendo absorvidas e recuperações anuladas com a mesma velocidade. A criptomoeda principal registrou oscilações significativas, perdendo momentaneamente o ímpeto acima de US$ 68.500 e caindo abaixo de US$ 67.000, antes de uma recuperação parcial. O Ether (ETH) apresentou um comportamento semelhante, recuando brevemente abaixo da marca de US$ 2.000.

A influência dos mercados tradicionais é notável neste cenário. Por um lado, um tom mais estável em ativos de risco surge à medida que as preocupações sobre a disrupção causada pela inteligência artificial no setor de tecnologia parecem diminuir. Indicadores do setor de software, que estiveram sob pressão recentemente, como o ETF iShares Expanded Tech-Software (IGV), apresentaram alta, sugerindo um alívio no setor. O índice Nasdaq e o S&P 500 também registraram avanços.

Em contrapartida, as tensões geopolíticas ganham relevância, com traders antecipando uma potencial escalada entre os Estados Unidos e o Irã. Estatísticas de mercados de previsão indicam uma probabilidade crescente de ataques americanos contra o Irã até meados de março. Este cenário contribui para a alta de ativos de refúgio, com o ouro subindo 2,5% e a prata disparando 6%, enquanto o petróleo bruto dos EUA avançou mais de 3%.

Apesar da instabilidade no preço do Bitcoin e do Ether, as ações de empresas ligadas ao setor de criptomoedas exibem desempenho positivo. Gigantes como Coinbase (COIN), a emissora de stablecoins Circle (CRCL) e a empresa de investimentos em ativos digitais Galaxy (GLXY) registraram valorizações entre 3% e 5%. Mineradoras e empresas de data centers com foco em IA, como Riot Platforms (RIOT) e IREN (IREN), tiveram uma performance ainda mais expressiva, com ganhos de 5,5%.

Em um contexto paralelo, David Solomon, CEO do Goldman Sachs, compartilhou sua visão sobre o Bitcoin, afirmando possuir uma quantidade mínima da criptomoeda, mas acompanhando de perto seu movimento e o ecossistema financeiro digital em evolução. Ele destacou a tokenização como um componente central para a infraestrutura futura do mercado e mencionou que o envolvimento limitado do banco tem sido influenciado por regulamentações consideradas proibitivas.

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