Taxa de desemprego registra a menor marca desde 2012, atingindo 5,4% no trimestre encerrado em outubro, segundo IBGE
O mercado de trabalho brasileiro apresentou resultados expressivos no trimestre encerrado em outubro, alcançando a menor taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de desocupação caiu para 5,4%, um índice que não era visto desde o início da coleta de dados pelo IBGE. Este resultado representa uma melhora significativa em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,6%, e também em comparação com o mesmo período do ano passado, que registrou 6,2%.
Além da queda no desemprego, o período também foi marcado por recordes no número de trabalhadores com carteira assinada e no rendimento médio mensal, consolidando um cenário de fortalecimento do mercado de trabalho formal e informal.
Conforme as informações divulgadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua nesta sexta-feira (28), o Brasil vive um momento de otimismo no setor trabalhista.
Recordes históricos no mercado de trabalho brasileiro
A taxa de desemprego atingiu o patamar de 5,4% no trimestre que terminou em outubro, um marco importante na série histórica do IBGE. O recorde anterior de menor desocupação foi superado, demonstrando a força da recuperação econômica.
A pesquisa do IBGE também aponta para um número recorde de ocupados com carteira assinada, que chegou a 39,182 milhões de pessoas. Esse dado reforça a expansão do emprego formal no país.
O rendimento médio do trabalhador também atingiu um pico histórico, alcançando R$ 3.528. Este valor representa o maior rendimento médio registrado desde o início da série histórica do IBGE, indicando um aumento no poder de compra dos brasileiros.
O que significa a taxa de desemprego de 5,4%?
A taxa de 5,4% de desemprego significa que, do total de pessoas aptas a trabalhar e que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, apenas essa porcentagem estava sem ocupação. O IBGE considera desocupada apenas a pessoa que buscou ativamente por uma vaga de trabalho.
A série histórica iniciada em 2012 mostra que o índice de 5,4% é o menor já registrado, superando marcas anteriores. O pico de desemprego foi de 14,9%, registrado durante a pandemia de covid-19, em setembro de 2020 e março de 2021.
Novos recordes e o panorama geral do emprego
O número de pessoas ocupadas no Brasil atingiu 5,910 milhões, o que representa uma queda de 11,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024, com menos 788 mil pessoas procurando emprego. Essa diminuição na procura por vagas contribui para a queda da taxa de desemprego.
A Pnad Contínua abrange todas as formas de ocupação, incluindo trabalho com e sem carteira assinada, temporário e por conta própria. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todo o território nacional, garantindo uma ampla representatividade dos dados.
Comparativo com o Caged
Os dados da Pnad Contínua foram divulgados um dia após a publicação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foca apenas em vagas formais. O Caged mostrou um saldo positivo de 85,1 mil vagas formais em outubro.
Em um período de 12 meses, o Caged aponta para a criação de 1,35 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. Esses indicadores complementam o quadro positivo apresentado pelo IBGE, mostrando um mercado de trabalho aquecido.