Goiás expande atendimento de urgência com nova estrutura moderna
Dinheiro liberado para a saúde em Goiás: Um financiamento de R$ 500 milhões foi aprovado e beneficiará diretamente os pacientes do estado com um novo e moderno hospital de urgência. A medida visa solucionar a capacidade limitada do atual Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, o Hugo, frente à demanda crescente por serviços de emergência.
Financiamento milionário para aquisição estratégica
Os deputados estaduais goianos deram aval, em segunda votação nesta quarta-feira (19), a um projeto de lei que autoriza o governo de Goiás a contratar uma operação de crédito significativa. O montante de até R$ 500 milhões será obtido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Este financiamento, que conta com garantia da União e será viabilizado pelo Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS Saúde), tem um propósito claro: a aquisição do prédio que abrigará o novo Hugo. O edifício de alta complexidade da Oncoclínicas, localizado no Conjunto Fabiana em Goiânia, foi originalmente concebido para ser um dos maiores centros de tratamento oncológico do país.
Por que o investimento é urgente?
A justificativa apresentada pelo Executivo estadual aponta para a necessidade premente de ampliar e qualificar a Rede Estadual de Atenção às Urgências e Emergências. O prédio atual do Hugo, com suas limitações estruturais, já não consegue atender à crescente demanda de pacientes vindos de diversas regiões de Goiás.
A nova estrutura, com mais de 60 mil metros quadrados e próxima à Universidade Estadual de Goiás (UEG), promete uma capacidade muito superior. Além da compra do edifício, os recursos também serão direcionados à ampliação geral da infraestrutura da rede pública estadual de saúde.
O que está incluído no pacote de R$ 500 milhões?
A negociação com o grupo Oncoclínicas, adiantada com exclusividade pelo Jornal Opção em julho deste ano, não se restringe apenas ao prédio. O pacote de R$ 500 milhões pode incluir uma série de aparelhos hospitalares de alta complexidade, fundamentais para um centro de urgências moderno.
- Dois aparelhos de ressonância magnética (cada um avaliado em mais de R$ 1 milhão).
- Dois de tomografia computadorizada (também acima de R$ 1 milhão cada).
- Seis aparelhos de ultrassom (podendo chegar a R$ 100 mil por unidade).
- Salas estruturadas para endoscopia e colonoscopia, embora a aparelhagem completa ainda esteja em discussão.
É importante ressaltar que a inclusão desses itens ainda está sob negociação, e a lista final de equipamentos pode ser ajustada. Curiosamente, a Oncoclínicas havia informado em seu último balanço que o prejuízo da marca mais do que quadruplicou no segundo trimestre, atingindo R$ 275 milhões.
Próximos passos e condições para a efetivação
Apesar da aprovação legislativa, a contratação do empréstimo não é imediata. O governo goiano esclarece que a efetivação da operação está condicionada ao cumprimento de diversas exigências. Entre elas, estão requisitos fiscais, financeiros, orçamentários e jurídicos, além da aprovação do crédito e da concessão da garantia por parte da União.
O Estado de Goiás também foi autorizado a vincular receitas estaduais como contragarantia à garantia da União, assegurando a operação. As despesas e amortizações futuras do financiamento deverão ser devidamente previstas nos orçamentos estaduais.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
