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Desemprego em queda na América Latina atinge 5,3% e informalidade recua 0,9 ponto

Grupo de trabalhadores na América Latina e Caribe analisando gráficos de desemprego e informalidade com expressões de esperança e preocupação.

Mesmo com avanço, desafios para mulheres e jovens persistem na busca por ganhos

Oportunidades de emprego e mais dinheiro no bolso se tornam realidade para milhões de trabalhadores na América Latina e Caribe. Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela uma significativa redução na taxa de desemprego para 5,3% em 2025 – o menor índice em uma década – e uma queda de 0,9 ponto percentual na informalidade, impactando diretamente o futuro financeiro e a segurança social de muitas famílias.

Esses dados positivos, divulgados em Genebra pela OIT, mostram que a taxa de emprego regional subiu para 59,9% em 2025, comparado a 59,7% em 2024. A queda geral no desemprego de 5,8% para 5,3% representa um marco importante para a região. Contudo, essa melhora esconde nuances sobre a transição demográfica e a necessidade de políticas mais eficazes.

A informalidade, que afeta diretamente a segurança financeira e benefícios sociais, também registrou um recuo. Em 2025, a taxa geral de informalidade foi de 47,4%, uma redução de 0,9 ponto percentual em relação a 2024. Este é o nível mais baixo desde 2019, mas ainda significa que quase metade dos trabalhadores da região opera sem proteção formal.

Mulheres e jovens enfrentam obstáculos na busca por trabalho

Apesar da melhora geral, o relatório da OIT alerta para disparidades preocupantes. A taxa de desemprego entre jovens (15 a 24 anos) permanece alta, em 11,3%, mais que o dobro da média para adultos acima de 25 anos (4,1%).

Mulheres também sofrem mais com a falta de vagas e a informalidade, com uma taxa de desemprego de 6,3%, em contraste com os 4,4% observados entre os homens. Essas diferenças refletem a desigualdade na distribuição das responsabilidades de cuidado, dificultando o acesso e a permanência delas no mercado.

Jovens, por sua vez, encontram barreiras na transição da escola para empregos de qualidade, um problema agravado pela rápida transformação tecnológica.

Como o Brasil se posiciona na informalidade e desemprego

O cenário brasileiro apresenta números um pouco melhores em relação à média regional. A taxa de informalidade no Brasil ficou em 35,6%, bem abaixo da média de 47,4% da América Latina. O Uruguai lidera com 22,4%, enquanto a Bolívia tem a maior taxa, com 82,2% de informalidade.

No primeiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego no Brasil foi de 7%. Esse valor representa uma queda em comparação aos 7,9% registrados no mesmo período de 2024, indicando uma recuperação gradual para o país.

Urgência em políticas para gerar mais segurança e ganhos

Para Gerson Martínez, especialista regional da OIT, entender as dinâmicas de entrada e saída do mercado de trabalho, além dos tipos de oportunidades criadas, será cada vez mais vital. Os dados preliminares para 2026 continuam apontando para crescimento do emprego e queda do desemprego em vários países.

Diante desse cenário de incerteza global e transformações estruturais, a OIT enfatiza a necessidade de fortalecer urgentemente políticas de formalização, produtividade, capacitação e proteção social. Essas ações devem ser adaptadas às diferentes realidades de empresas e trabalhadores.

A formalização pode abrir portas para empresas e trabalhadores, facilitando acesso a financiamento, tecnologia, novos mercados e proteção institucional. Por outro lado, o aumento da produtividade permite que as empresas cresçam, gerem mais renda e criem condições para a formalização.

Segundo Ana Virginia Moreira Gomes, diretora-regional da OIT, as políticas de emprego devem ser abrangentes. Em vez de focar apenas na redução de custos de registro ou fiscalização, elas precisam combinar diversos instrumentos, como capacitação, financiamento, tecnologia e serviços empresariais, para superar as barreiras à formalização e ao crescimento da produtividade.

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