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Governo libera R$ 547 milhões para ressarcir descontos indevidos no INSS

Idoso consultando documentos do INSS em mesa de escritório

Crédito extraordinário garante o reembolso de segurados afetados por irregularidades no benefício

O governo federal autorizou o repasse de R$ 547 milhões destinados a ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos indevidos em seus benefícios. A medida, oficializada por meio de crédito extraordinário, visa corrigir prejuízos causados por retiradas de valores realizadas sem a devida autorização dos segurados.

De acordo com informações publicadas no Diário Oficial da União, o recurso será gerido pelo próprio instituto e integra o orçamento da seguridade social voltado à promoção e garantia de direitos dos beneficiários.

Origem e finalidade dos recursos

O crédito extraordinário, previsto na Constituição Federal para situações urgentes e imprevisíveis, foi viabilizado através da Medida Provisória nº 1.378. O montante será utilizado exclusivamente para viabilizar o reembolso aos segurados que foram alvos de descontos irregulares em suas aposentadorias e pensões.

A execução dos pagamentos fica sob responsabilidade direta do INSS, que utilizará a verba para recompor o patrimônio dos beneficiários prejudicados pelo esquema apurado pelas autoridades competentes.

Contexto das investigações

A liberação do recurso ocorre em um momento de desdobramentos sobre um esquema de corrupção envolvendo a autarquia. A Polícia Federal (PF) indiciou, em julho deste ano, 48 pessoas, incluindo o ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, e outros ex-dirigentes por crimes relacionados a descontos indevidos.

Em troca de sua omissão fiscalizatória deliberada recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais

O relatório da PF aponta que as irregularidades, iniciadas em abril do ano passado, teriam causado prejuízos estimados em R$ 6 bilhões. A investigação destaca ainda o envolvimento da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), classificada pelos investigadores como uma possível organização criminosa.

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