Esquema de R$ 436 mil ameaça a segurança do seu benefício INSS
Uma operação recente da Polícia Federal (PF) revelou um esquema de fraude milionária contra o INSS, que desviou mais de R$ 436 mil utilizando biometria duplicada para a concessão indevida de benefícios assistenciais. Essa descoberta acende um alerta sobre a segurança dos pagamentos e o acesso a auxílios, podendo afetar indiretamente milhões de brasileiros.
O grupo criminoso, que agiu por aproximadamente dez anos, criava identidades civis distintas, cada uma com um Cadastro de Pessoa Física (CPF) único, mas todas associadas à mesma identificação biométrica. O principal objetivo era fraudar o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), gerando um prejuízo que já soma mais de R$ 436 mil aos cofres públicos.
A Operação Dupla Face, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22), cumpriu um mandado de busca e apreensão em Macapá, no Amapá. A investigação teve início quando inconsistências nos cadastros do INSS revelaram o uso da mesma biometria para dois registros civis diferentes, ambos vinculados a beneficiários da assistência social.
Além da concessão indevida de benefícios, a Polícia Federal identificou irregularidades no desbloqueio desses auxílios para a contratação de empréstimos consignados. Outro ponto que levantou suspeitas foi o acesso aos sistemas do INSS de diferentes estados, em situações incompatíveis com os procedimentos administrativos adotados pelo órgão.
A PF continua as apurações para identificar todos os envolvidos no esquema, detalhar a atuação da organização criminosa e calcular a extensão total dos danos. Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, à medida que as investigações avançam.

Davi Soares é especialista em benefícios sociais, com ampla experiência na análise de programas como Bolsa Família, CadÚnico, BPC e auxílios governamentais.
