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Ajuda bilionária: Brasil reage com plano de socorro a tarifaço de US$ 7,4 bilhões dos EUA

Ministros e vice-presidente Geraldo Alckmin em Brasília anunciam medidas de apoio a empresas.

Dinheiro liberado: governo federal retoma apoio a setores com perdas bilionárias

O auxílio financeiro tão aguardado está próximo! O governo federal anuncia a retomada do programa de socorro a setores empresariais brasileiros duramente atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Com novas tarifas de 25% em vigor a partir de 22 de julho, cerca de 2.400 empresas correm o risco de perder dinheiro, impactando transações estimadas em US$ 7,4 bilhões. Este plano de pagamento e apoio visa mitigar os efeitos de uma decisão que o Brasil considera injusta e indevida, protegendo empregos e a economia.

Impacto financeiro e setores atingidos

As novas tarifas norte-americanas, confirmadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), alegam supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil. O governo brasileiro, entretanto, rejeita veementemente essas justificativas. O ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), enfatizou em coletiva de imprensa que a prioridade é “atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta”.

Os exportadores mais afetados são:

  • Setores de madeira
  • Máquinas e equipamentos elétricos
  • Móveis e mobiliários
  • Produtos cerâmicos
  • Calçados
  • Açúcar

Para esses segmentos, o plano prevê linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de suporte para escoamento de produtos para outros clientes e países. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) estima que 2,4 mil empresas nacionais serão diretamente atingidas, respondendo por cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, o que representa US$ 7,4 bilhões em transações, com base em números de 2024.

No ano passado, esses mesmos setores já registraram uma redução significativa, com o volume total de exportações para os EUA caindo para US$ 5,5 bilhões. Vale ressaltar que mais da metade da pauta de exportações do Brasil para os EUA – incluindo carnes, café, óleos e itens de aviação – foi poupada da taxação nesta rodada. A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, caiu para 9,4% em 2026, e o governo continuará buscando a diversificação de mercados.

Lei da reciprocidade e interferência externa

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que esteve à frente das negociações com os EUA, afirmou que o governo estudará a aplicação da Lei da Reciprocidade. Esta norma, aprovada em 2023 pelo Congresso, permite a suspensão de concessões comerciais em resposta a ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade econômica do Brasil. Alckmin classificou o novo tarifaço como “injusto” e “descabido”.

“Nós temos uma lei, a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la”, disse Geraldo Alckmin.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considerou a decisão dos EUA uma “interferência externa indevida”. Ele defendeu que as alegações norte-americanas são falsas e não se sustentam em dados concretos. Durigan assegurou que o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do país e que as medidas de socorro, embora em montantes menores que as do ano passado devido à maior lista de exceções, serão efetivas.

Pix e outras alegações dos EUA

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos em diversas rodadas de negociação desde o ano passado, está o Pix, o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi categórico ao afirmar que o Pix não justifica o tarifaço, uma vez que empresas norte-americanas de cartão de crédito não foram diretamente afetadas.

“Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade. Analisando o que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%. Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”, explicou Gabriel Galípolo.

A investigação do USTR também citou “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou as alegações sobre desmatamento e comércio ilegal de madeira como falsas e sem fundamento, lembrando que o desmatamento na Amazônia teve uma redução de 50% nos últimos três anos.

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