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Cartão de crédito e empréstimos lideram a lista de dívidas dos brasileiros

Pessoa analisando contas e cartões de crédito em uma mesa

Endividamento bancário pressiona orçamento das famílias e eleva restrições ao crédito

O consumo financiado no Brasil atingiu níveis críticos, transformando o cartão de crédito, empréstimos e o crediário nos principais entraves para a saúde financeira dos consumidores. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil aponta que o cartão de crédito concentra 42% das pendências que levam à negativação.

Este cenário de colapso bancário reflete uma mudança nos hábitos de consumo e no uso das linhas de crédito rotativo e parcelado. Além dos cartões, os empréstimos em financeiras e bancos respondem por 26% dos casos, enquanto o crediário representa 23% das restrições registradas no mercado.

Contas essenciais versus dívidas bancárias

Embora existam dívidas que geram negativação, o brasileiro prioriza o pagamento de contas que garantem serviços essenciais. A hierarquia de prioridades é clara: internet, água e luz, telefone e TV por assinatura ocupam o topo da lista de contas pagas com maior rigor.

  • Educação: É o item com maior tempo médio de atraso, atingindo 15 meses.
  • Empréstimos e cartões: Apresentam, em média, 13 meses de inadimplência.
  • Serviços básicos: Água e luz possuem um tempo médio de atraso menor, de cinco meses, para evitar cortes.

O cenário do endividamento nas grandes metrópoles

Em São Paulo, a situação é reflexo da instabilidade financeira nacional. Dados da Fecomércio-SP revelam que 74,1% das famílias paulistanas possuem algum tipo de dívida. O cartão de crédito segue como a modalidade mais utilizada, presente em quase 80% dos lares pesquisados.

O endividamento permanece em patamares historicamente altos, refletindo o uso recorrente de crédito entre diferentes faixas de renda, mesmo com a manutenção dos juros em níveis restritivos.

Apesar do alto índice de famílias endividadas, a inadimplência na capital paulista apresentou uma leve queda recente, fixando-se em 20,7%. O resultado é considerado mais favorável do que o esperado por especialistas, especialmente diante do impacto da inflação sobre o preço dos alimentos.

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