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Dinheiro para cafeicultores: R$ 7,3 bilhões liberados por 36 bancos já em julho

Cafeicultores conversam sobre financiamento do Funcafé em lavoura de café

Veja quais bancos e cooperativas vão operar o crédito essencial para sua lavoura

O dinheiro liberado para cafeicultores já tem destino certo: um montante de R$ 7,3 bilhões do Funcafé estará disponível para a safra 2026/27. Este valor, essencial para o setor, será operacionalizado por 36 instituições financeiras credenciadas e chega aos produtores a partir de julho, oferecendo suporte crucial para custeio, comercialização e outras necessidades.

A lista final das instituições habilitadas foi divulgada pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/MAPA). Ao todo, 36 entidades — incluindo bancos públicos, privados, cooperativas de crédito e bancos de desenvolvimento — foram selecionadas após uma análise técnica rigorosa, conforme as regras estabelecidas por portarias específicas.

Como o dinheiro será distribuído e para quê?

Os recursos do Funcafé, que somam exatos R$ 7.368.712.499,00, são destinados a diversas frentes estratégicas da cafeicultura brasileira. Confira as principais linhas de financiamento e seus respectivos valores:

  • Comercialização: R$ 2,713 bilhões (37% do total)
  • Aquisição de café (FAC): R$ 1,708 bilhão (23% do total), para sustentação do mercado.
  • Custeio: R$ 1,616 bilhão (22% do total)
  • Capital de giro: R$ 1,150 bilhão (16% do total), para cooperativas e indústrias.
  • Recuperação de cafezais: R$ 180 milhões (2% do total), para áreas danificadas.

Juros do Funcafé 2026/2027: saiba as taxas

As taxas de juros para as operações do Funcafé foram definidas pela Resolução CMN nº 5.324. A maioria das linhas de crédito terá juros de 11,5% ao ano. Isso inclui custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros, bem como a recuperação de cafezais danificados.

Já as linhas voltadas para a aquisição de café (FAC) e capital de giro para indústrias de torrefação, solúvel e cooperativas terão uma taxa de 13,0% ao ano. É fundamental que os cafeicultores fiquem atentos a essas condições para planejar seus investimentos.

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, enfatizou a importância da diversidade de instituições credenciadas. “A participação de bancos públicos, privados, cooperativos e cooperativas centrais fortalece a concorrência, amplia a presença do crédito nas regiões produtoras e contribui para que mais produtores tenham acesso aos recursos do Funcafé”, afirmou. Ele também destacou a agilidade na condução do processo pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Quando o dinheiro estará disponível?

A expectativa do Ministério da Agricultura e Pecuária é que o desembolso dos valores para as instituições financeiras aconteça ainda em julho. Com isso, os cafeicultores poderão acessar os recursos no menor prazo possível, impulsionando a competitividade e a sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

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